terça-feira, 15 de outubro de 2013

“O TEMPO E O VENTO” (2013)

O Tempo e o Vento (Nac)A obra de Érico Veríssimo é constantemente adaptada para a televisão e para o cinema. 2013 foi o ano escolhido para o lançamento de mais uma obra do escritor gaúcho para as telonas - “O Tempo e o Vento”.

Vale destacar que a obra “O Tempo e o Vento”, na verdade, é uma trilogia, composta de “O Continente”, “O Retrato” e “O Arquipélago”. O filme baseia-se na primeira parte da obra, “O Continente”.

A película dirigida por Jayme Monjardim tem seus méritos. É, antes de tudo, um longa belíssimo, com imagens arrebatadoras das paisagens gaúchas (foi filmado em Bagé). Tem também atuações convincentes, como as de Fernanda Montenegro, como Bibiana, e Thiago Lacerda, como Capitão Rodrigo. Não tão convincentes, Cléo Pires, como a jovem Ana Terra, e Marjorie Estiano, como a jovem Bibiana, tem, contudo, atuações razoáveis, não interferindo no resultado final.

A história registra uma verdadeira árvore genealógica gaúcha, contando várias sagas em um filme só.  Retrata a história das famílias Terra Cambará e Amaral, englobando ainda a história do estado do Rio Grande do Sul. Personagens marcantes como Bibiana, Ana Terra, Rodrigo, dentre outros, dão força à trama.

No entanto, o excesso de personagens prejudica a narrativa do filme. Não é fácil colocar tantas histórias em um filme de pouco mais de duas horas. Como dissemos anteriormente, uma autêntica árvore genealógica nos é apresentada, e as histórias ficam muito condensadas. Assim, quando o público já estava se acostumando com determinada história, passa-se para outra, não criando a necessária empatia público-personagens. Daí o fato de que o livro de Veríssimo fica mais bem colocado em uma série televisiva.

Mas o resultado não deixou a desejar, apesar dessas dificuldades relatadas. Como já ressaltado, uma belíssima fotografia, imagens marcantes, boas atuações e personagens interessantes, são pontos positivos do longa e merecem ser celebrados.

Enfim, um filme brasileiro que, apesar de seus defeitos, tem algum mérito e poderá agradar ao exigente público.

Cotação: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"O CASAMENTO DO ANO" ("THE BIG WEDDING", 2013)

Existe uma crença generalizada de que ótimos atores - como De Niro, Keaton, Sarandon e Williams- conseguem “segurar” uma trama mal elaborada. Pode até ser. Mas não é o que acontece neste “O Casamento do Ano”, um dos piores filmes do ano.

O gênero comédia é difícil por natureza. Muitas vezes os filmes descambam para o água com açúcar, ou mesmo para piadas de mau gosto. No caso deste “O Casamento do Ano, nem isso acontece – é pior ainda que filmes “água com açúcar”. Nesse, há apenas tentativas forçadas de fazer rir.

O mais engraçado, sem dúvida, é o roteiro. E é engraçado porque é ridículo, não porque produz situações engraçadas. A história gira em torno de um casamento de um rapaz que possui três “mães” (???): a biológica (uma colombiana), a adotiva (interpretada por Diane Keaton) e a que efetivamente criou (Susan Sarandon).  Uma delas, a biológica, foi convidada para o tal casamento, juntamente com sua filha. Ocorre que a senhora é extremamente religiosa, o que certamente influiria no ânimo dela ao saber que os pais adotivos do noivo haviam se separado.  Por conta disso, a família toda resolve mentir, fazendo uma espécie de renascimento do casamento dos personagens de Robert De Niro e Diane Keaton. O que se segue é um filme rasteiro, sem pé nem cabeça, com situações as mais inusitadas e ridículas. A própria premissa é digna de um prêmio de péssimo dos péssimos- como dar importância a uma mãe que abandonou o filho ainda criança e que, mesmo assim, quer fazer exigências acerca de sua situação na idade adulta? Mentir por causa de uma mãe biológica que não aceitaria uma separação, fato esse tão comum hoje em dia! Faça-me o favor, sr. Roteirista! Como pode uma premissa ser tão fraca e débil?

Como se não bastasse o nível de mediocridade, ainda temos o fato de que os colombianos são tratados no filme supostamente como pessoas atrasadas e ao mesmo tempo sem moral. Um contraponto absurdo nos é apresentado: de um lado, a mãe biológica moralista; do outro, a irmã, também colombiana, ávida por luxúria e libertinagem. A manipulação do roteiro aqui não é feita levando-se em conta aspectos culturais; é, simplesmente, discriminação pura dos povos latinos.

É inacreditável a canoa furada em que embarcaram atores e atrizes de peso, como Robert De Niro, Diane Keaton, Susan Sarandon e Robin Williams. O último, então, fica a beira do ridículo como um padre alcoólatra! De Niro paga um mico atrás do outro, principalmente recebendo socos das mulheres e caindo na piscina, em uma cena totalmente sem graça. As duas atrizes, Keaton e Sarandon, também não se encontram. Também fica uma pergunta: como se encontrar no meio de um roteiro tão absurdo?

E, para piorar (se é que é possível piorar), ainda temos a história paralela da irmã do rapaz que não consegue engravidar mas que, ao final, engravida. Totalmente "sem pé nem cabeça". Um minidrama sem o mínimo engajamento na história.

Enfim, um filme sem simpatia, sem emoção, sem risos. O melhor é esquecer.

Cotação: BOMBA

SUCESSO DE BILHETERIA: Não

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum. Certamente é um bom candidato ao "Framboesa de Ouro".

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"HANNAH ARENDT" ( "HANNAH ARENDT", 2013)



File:Hannah Arendt Film Poster.jpg
Hannah Arendt. Um nome que entrou para a história da filosofia, principalmente depois da publicação de seus dois livros mais famosos, a saber, "As Origens do Totalitarismo" e "A Condição Humana". Uma mulher à frente de seu tempo. Uma visionária. É essa Hannah que dá ensejo ao filme da alemã Margarethe Van Trotta, lançado em 2013. 

A história retrata apenas um episódio da vida de Hannah, mais precisamente o julgamento, realizado em Jerusalém, do nazista Adolf Eichmann, um dos mentores do holocausto. Assim, como correspondente da New Yorker, Hannah escreve artigos polêmicos, considerando Eichmann um burocrata cumpridor de ordens, não um demônio como queriam fazer crer os judeus. Tal fato gerou revolta dos judeus para com a filósofa, que também era judia. E intensos dissabores, nunca antes enfrentados por ela, sempre respeitada por seus escritos.

O filme traz, em flashback, algumas passagens da vida de Hannah, como, por exemplo, o seu envolvimento, tanto no nível de ideias como no sentimental, com o filósofo Martin Heidegger. Heidegger que, diga-se de passagem, também sofreu intensa reprimenda por suas ligações com o nacional-socialismo. Mas são poucas as cenas. A diretora e o roteirista deveriam ter explorado mais o passado da escritora, cheio de significados e importância.

A atriz Barbara Sukowa está muito bem no papel, assim como os atores e atrizes coadjuvantes. Não interferem no resultado final.

Vale destacar que Hannah Arendt  não é, nem nunca foi, defensora do nazismo, embora possa parecer para quem não conhece a história desta importante filósofa. Inclusive há de se destacar que o regime hitlerista cassou sua cidadania alemã, deixando-a apátrida até que os Estados Unidos (Nova Iorque) a acolhesse.

"Hannah Arendt" é um bom filme, diga-se. Mas peca, talvez, pelo ritmo lento, tornando-se, em muitos momentos, enfadonho e cansativo. Várias cenas são desnecessárias e repetitivas, como as que a atriz principal aparece fumando compulsivamente.

Vale destacar a última cena do filme, um discurso de Hannah perante uma grande plateia universitária. Fantástica e vibrante.

Enfim, vale ver o filme  para conhecer um pouco mais a história desta fascinante filósofa dos tempos modernos.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

domingo, 18 de agosto de 2013

"WOLVERINE IMORTAL" ("THE WOLVERINE", 2013)

File:The Wolverine posterUS.jpgWolverine é, talvez, o personagem "Marvel" de maior sucesso comercial no cinema. Muito se deve ao trabalho de Hugh Jackman, que encarna como poucos um herói. É a manifestação perfeita de Wolverine. E é ele que sustenta a aventura "Wolverine Imortal", que se passa no Japão. 

O filme é o sexto da franquia de heróis X-Men, sendo o segundo tendo como protagonista isolado o homem das garras de aço Wolverine.

É um filme de ação como outro qualquer, com cenas que não chegam a empolgar. Aliás, não entendo o porquê do lançamento em 3D - definitivamente não é um filme para se ver assim.

A trama envolve Segunda Grande Guerra, uma filha de um soldado que foi salvo por Logan-Wolverine, um embate com a Yakuza, dentre outros temas. Tem duas atrizes japonesas interessantes, mas não emplaca como aventura. A atriz russa que faz a Víbora também não encanta na atuação, embora seja extremamente bela.

Uma curiosidade: geralmente as franquias extensas abrem suas asas para o Oriente. Assim foi com "Atividade Paranormal", por exemplo. E quase sempre o resultado é trágico em matéria cinematográfica...

Hugh Jackman, como anteriormente dito, é a própria encarnação de Wolverine. Sendo assim, fica difícil criticá-lo. Neste filme, ele perde um pouco de seus poderes e se torna um pouco mais humano em decorrência disso, mas o resultado está longe de agradar os fãs da invencibilidade do herói. 

Enfim, um filme para quem quer um pouco de entretenimento. E para quem gosta muito de Wolverine. E só. 

Cotação: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

“O HOMEM DE AÇO” (“MAN OF STEEL”, 2013)

Poster  Site oficial do filme.
Os super-heróis estão cada vez mais presentes no cinema. Alguns deles vêm em forma de reciclagem de histórias já conhecidas do grande público. “O Homem de Aço” é uma dessas novas versões.

Não que o longa-metragem seja ruim. Mas poderia ser melhor, bem melhor.

A história resgata o filme de 1978, contando a epopeia do herói desde o início – em um planeta Krypton a beira do colapso (que realmente acontece!). Mandado à terra pelo seu pai Jor-El (interpretado por Russel Crowe), o herói indestrutível Kar-El encontra uma morada na Terra e passa a viver entre os humanos (os pais são interpretados por Diane Lane e Kevin Costner), com seus magníficos superpoderes. Encontra Lois Lane (Amy Adams), a repórter que viria a se tornar o seu par romântico e enfrenta o General Zod (Michael Shannon), um vilão de Krypton que tem por objetivo fazer da Terra o seu novo lar, e sua fiel escudeira Faora.

Comparando o filme com seus cinco antecessores, temos que supera três deles, a saber, “Superman 3”, “Superman 4” e “Superman – O Retorno”. Lado outro, é inferior aos outros dois: “Superman- O Filme” e “Superman 2”.

Pessoalmente, não gostei de algumas nuances do filme.

A exagerada quantidade de violência transformou o longa em um filme de ação sem cérebro.  A destruição exagerada de Smallville e Metrópolis incomoda..

Achei também o Planeta Krypton excessivamente fantasioso e as invasões do General Zod e suas engenhocas também estranhas, em cenas parecidas com o filme “Transformers”. Aliás, sou saudosista: prefiro o impessoal Zod de Terence Stamp (Superman e Superman 2) ao Zod com cara de Gladiador do Michael Shannon.

Outro detalhe: a história do super-homem  e de seu par romântico foi mal desenvolvida. Talvez uma brecha para a segunda parte, que certamente acontecerá.

Senti falta também de mais atos heroicos do homem de aço.Assim, apenas duas cenas se destacaram: a primeira, em uma base petrolífera; a segunda, salvando um ônibus cheio de crianças no rio. Ambas inferiores à várias presentes em outros filmes.

O Super-Homem como Clark Kent, e aquela velha história do óculos que não engana mais ninguém em pleno século XXI, também só aparece ao final, dando mostras de que uma segunda parte está por vir mesmo.

Mas o longa tem seus pontos positivos também. Primeiro, os ótimos efeitos especiais (muito embora não fosse necessário assisti-lo em 3D e muitas vezes lembrando aqueles pulos de “pulga” do primeiro Hulk). Segundo, a forma narrativa, que fazia um contraponto entre o super-homem já na fase adulta com o super-homem na fase infantil. Não cansa o espectador. Terceiro, a ênfase em um super-homem cuidadoso no que se refere à sua missão na Terra – ajudar os fracos e fazer justiça.

Assim, para quem esperava muito do “Homem de Aço”, deve ter se decepcionado um pouco. Mas para quem gosta de diversão, vale assistir a essa nova aventura.

Cotação: * * ½

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.


PRÊMIOS: Nenhum.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

“O CAVALEIRO SOLITÁRIO” (“THE LONE RANGER”, 2013)

File:TheLoneRanger2013Poster.jpgA Disney resolveu investir pesado em um personagem das antigas. E parece que se deu mal, com uma arrecadação que não compensou os gastos do filme. Estamos falando do longa “O Cavaleiro Solitário” que, se não é um primor de roteiro, é assistível, embora tenha uma duração – duas horas e meia - que incomoda o espectador.

Antes do tradicional resumo da história, vale abrir parênteses para algumas considerações sobre o filme.

Primeiro, o espectador não deve confundir o “Cavaleiro Solitário” com o “Zorro”, embora ambos usem uma máscara similar. O primeiro, do filme de 2013, é personagem atrelado ao famoso cavalo “Silver” (lembram do famoso bordão “Hey, Yo, Silver”!) e está sempre junto do índio Tonto; o segundo, tem a inseparável companhia do Sargento Garcia. Vale dizer ainda que, no Brasil, o “Cavaleiro” era também anteriormente chamado de “Zorro” – daí a confusão.

Voltando ao roteiro, temos que a história é interessante e tem certa ligação com a realidade de nosso país, notadamente no que concerne à corrupção. O longa (e bota longa nisso...) conta as aventuras do “Cavaleiro Solitário”, personagem que sobrevive a uma emboscada em que seu irmão (que era casado com a mulher que o Cavaleiro ama) e todos os outros morrem, exceto ele. A partir daí, descobre que os poderosos são corruptos e que as leis não protegem ninguém e passa  a fazer justiça, usando uma máscara. Junto ao herói, um companheiro inseparável: Tonto, interpretado pelo queridinho do público Johnny Depp.

Cabe destacar como pontos positivos do filme a excelente produção, as belas locações, a metalinguagem (com a conseqüente citação de vários filmes clássicos e emocionantes, do western à comédia) e algumas piadas inteligentes do personagem de Johnny Depp, o índio Tonto.  Foi muito bom também lembrar aquela famosa música típica do Lone Ranger – William Tell – um pouco esquecida nos tempos atuais.

Como pontos negativos temos a fraqueza dos vilões e a duração excessiva da película, sem que isso rendesse uma melhor história. Também o personagem parece um pouco datado, o que pode explicar o fracasso de bilheteria. Aliás, o gênero “western” parece não ser do gosto do público atual, que prefere histórias mais “modernas” e “contemporâneas”, com temas mais atuais.

Para quem gosta de muita ação, e algumas piadas inteligentes, vale assistir ao longa. Uma mistura de western, comédia e ação que poderia ter rendido um filme bem melhor.

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO : Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

"O CONDE DE MONTE CRISTO" ("THE COUNT OF MONTE CRISTO", 2002)

File:The Count of Monte Cristo film.jpg
O cinema sempre buscou como fonte inspiradora os livros. E os livros clássicos sempre renderam grandes histórias para a sétima arte. É o que acontece neste “O Conde de Monte Cristo”, obra-prima de Alexandre Dumas, o mesmo autor do famoso e inesquecível “Os Três Mosqueteiros”.


Vale lembrar: dez filmes já trouxeram a história para a sétima arte. Desses, dois são mais famosos: o de 1975, estrelado por Richard Chamberlain e Tony Curtis; e esse, de 2002, estrelado por Jim Caviezel e Guy Pearce.

A história é clássica e envolvente. O longa narra as aventuras de Edmond Dantes (Caviezel), um marinheiro apaixonado por Mercedes e amigo de Fernand Mondego. Ocorre que, após conversar com Napoleão (ele mesmo, o famoso líder francês, exilado em Elba), e ser traído pelo seu melhor amigo (Mondego, interpretado por Guy Pearce) é acusado de traição à pátria e, preso, é levado para o Chateau D`If, uma prisão de segurança máxima. Lá, sofre barbaridades, torturas e chicotadas, até encontrar um padre, Abade Farias (interpretado por Richard Harris), que, além de ajuda-lo na fuga, deixa com ele um mapa do tesouro – localizado em Monte Cristo. Após, uma louca escapada da prisão, e o resgate do tesouro, já rico dá início ao seu processo de vingança: contra o amigo traidor, Conde Mondego; contra o Promotor do seu caso, Villefort; e, também, contra sua ex-mulher, que se casou com o melhor amigo, pensando que o herói estivesse morto. E ainda há um outro personagem que se revelará importante na trama: o filho de Mercedes.

O longa traz uma grande atuação de Jim Caviezel. Para quem não conhece, o ator é o mesmo que fez “A Paixão de Cristo”, em uma ótima atuação. Aqui, ele repete o sucesso de atuação, com uma brilhante perfomance. O mesmo não se pode dizer de Guy Pearce, que não convence muito como o vilão da história.  Parece um tanto forçado. Ponto para Richard Harris, que faz um padre Farias bem carismático.

É uma grande aventura, que certamente agradará a muitos. Vale a pena conhecer pelo menos um pouco dessa história clássica.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não. Arrecadou pouco mais do que custou.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim. Uma história clássica.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.