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sexta-feira, 19 de julho de 2013

“O CAVALEIRO SOLITÁRIO” (“THE LONE RANGER”, 2013)

File:TheLoneRanger2013Poster.jpgA Disney resolveu investir pesado em um personagem das antigas. E parece que se deu mal, com uma arrecadação que não compensou os gastos do filme. Estamos falando do longa “O Cavaleiro Solitário” que, se não é um primor de roteiro, é assistível, embora tenha uma duração – duas horas e meia - que incomoda o espectador.

Antes do tradicional resumo da história, vale abrir parênteses para algumas considerações sobre o filme.

Primeiro, o espectador não deve confundir o “Cavaleiro Solitário” com o “Zorro”, embora ambos usem uma máscara similar. O primeiro, do filme de 2013, é personagem atrelado ao famoso cavalo “Silver” (lembram do famoso bordão “Hey, Yo, Silver”!) e está sempre junto do índio Tonto; o segundo, tem a inseparável companhia do Sargento Garcia. Vale dizer ainda que, no Brasil, o “Cavaleiro” era também anteriormente chamado de “Zorro” – daí a confusão.

Voltando ao roteiro, temos que a história é interessante e tem certa ligação com a realidade de nosso país, notadamente no que concerne à corrupção. O longa (e bota longa nisso...) conta as aventuras do “Cavaleiro Solitário”, personagem que sobrevive a uma emboscada em que seu irmão (que era casado com a mulher que o Cavaleiro ama) e todos os outros morrem, exceto ele. A partir daí, descobre que os poderosos são corruptos e que as leis não protegem ninguém e passa  a fazer justiça, usando uma máscara. Junto ao herói, um companheiro inseparável: Tonto, interpretado pelo queridinho do público Johnny Depp.

Cabe destacar como pontos positivos do filme a excelente produção, as belas locações, a metalinguagem (com a conseqüente citação de vários filmes clássicos e emocionantes, do western à comédia) e algumas piadas inteligentes do personagem de Johnny Depp, o índio Tonto.  Foi muito bom também lembrar aquela famosa música típica do Lone Ranger – William Tell – um pouco esquecida nos tempos atuais.

Como pontos negativos temos a fraqueza dos vilões e a duração excessiva da película, sem que isso rendesse uma melhor história. Também o personagem parece um pouco datado, o que pode explicar o fracasso de bilheteria. Aliás, o gênero “western” parece não ser do gosto do público atual, que prefere histórias mais “modernas” e “contemporâneas”, com temas mais atuais.

Para quem gosta de muita ação, e algumas piadas inteligentes, vale assistir ao longa. Uma mistura de western, comédia e ação que poderia ter rendido um filme bem melhor.

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO : Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

domingo, 14 de abril de 2013

"AS AVENTURAS DE PI" ("LIFE OF PI", 2012)

Life of Pi 2012 Poster.jpgO cinema é, antes de tudo, uma arte. E, quando vem com magia, fica ainda mais interessante. É o caso do filme "As Aventuras de Pi" ("Life of Pi"), enorme sucesso de 2012 e vencedor de quatro Oscars, inclusive Melhor Diretor para Ang Lee.

Pode-se falar, sem medo de errar, que as "As Aventuras de Pi" é o filme mais mágico realizado pelo cinema desde "Avatar". Aliás, é um delírio visual comparável à grande obra de James Cameron. Cenas belíssimas, como a da baleia margeando, e pulando também, o barco de Pi, e os embates entre o herói e o tigre, são dignas de nota.

Diga-se de passagem, também, que o nome em inglês é mais apropriado para o obra - "A Vida de Pi". Isso porque a relação entre Pi e o tigre (após um naufrágio, os dois ficam sozinhos em um barco), embora dominante em boa parte do filme, não é o único mote do enredo. Existe toda uma vida do personagem também descrita na película.

Mas podemos vislumbrar um interessante envolvimento entre Pi e o tigre, que vai da luta entre ambos até o desenvolvimento de uma "amizade" baseada no instinto de sobrevivência. O aprendizado sobre a vida, enfim, é o que norteia o personagem principal durante todo o filme.

Enfim, um baita filme. Um delírio visual poucas vezes visto no cinema. Efeitos especiais magníficos em uma grande obra cinematográfica. Vale a pena ser visto, principalmente no cinema, e revisto, na tela pequena.

Cotação: * * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS : 04 Oscars 2013, incluindo "Melhor Diretor", para Ang Lee.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

HELLBOY ("HELLBOY", 2004 )

File:Hellboy poster.jpg
Cartaz do filme. Fonte: www.en.wikipedia.org
Hellboy. Um filme de fantasia absolutamente surpreendente. É, sem sombra de dúvidas, uma das melhores adaptações de histórias em quadrinhos feita para o cinema, brilhantemente dirigida por Guilhermo Del Toro.

Tudo funciona de maneira perfeita no filme. Os personagens são encaixados, os efeitos especiais são ótimos, os atores dão conta do recado (principalmente Ron Perlman, que faz o herói, e Selma Blair, que faz Liz, a amada de Hellboy) e a fotografia é brilhante.

O roteiro, então, passa longe da simplicidade de outras adaptações, trazendo uma boa e interessante história como pano de fundo.

O filme tem início ainda na Segunda Guerra, mais precisamente em 1944, quando experimentos secretos de Hitler, envolvendo forças malignas de outras dimensões (o inferno, diga-se), com o objetivo de derrotar os aliados, vieram à baila, trazendo à vida justamente um pequeno ser com chifres pequenos e mãos grandes,  apelidado de Hellboy. Ocorre que o pequeno ser, que mais tarde viria a se tornar um forte e musculoso "vermelhão", acabou se bandeando para o lado do bem, passando a combater forças do mal (notadamente uma ocultista e um ciborgue assassino, que objetivavam libertar Rasputin, que, por sua vez, objetivava destruir o mundo liberando um demônio), no chamado "Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal", divisão do governo que poucos cidadãos conheciam.

Mas nem só de ação vive a trama. Dois momentos são marcantes.

O primeiro, quando Hellboy fica com ciúmes do encontro de seu parceiro com a mulher que ama, Liz, que detém poderes pirocinéticos. Em cima de um edifício, ele e um menino de nove anos protagonizam cenas bastante divertidas. Em uma delas, o garoto aconselha Hellboy a ir até a garota e expressar tudo que estava sentindo. Hellboy, mais que depressa, disse que um garoto de nove anos não tem muitas condições de dar conselhos. Simplesmente hilário.

O segundo, justamente quando Hellboy aproxima-se de Liz, sua amada e diz duas coisas: a primeira, que não tem como ficar diferente (a sua aparência física); segundo, que ele nunca desistiria do amor dela. No que ela responde: "Gosto disso". Nesse ponto, é mesmo acertada a idéia do personagem principal, já que nunca se deve desistir de viver um grande amor.

Enfim, é um filme bastante interessante, aclamado pela crítica mundial pela criatividade e engenhosidade das soluções da trama.


Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRITICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 23

terça-feira, 22 de maio de 2012

"OS VINGADORES" ("THE AVENGERS", 2012)

File:TheAvengers2012Poster.jpgO sonho de consumo dos admiradores das histórias em quadrinhos, notadamente os da Marvel, é, justamente, a formação de uma liga de super-heróis. É o que acontece no filme "Os Vingadores" ("The Avengers"), que estreou nos cinemas de todo o mundo em 2012.

A história, em si, é simples. O irmão mau de Thor, Loki de Asgardia, vem à Terra com o único objetivo de conseguir o Tesseract, uma forma de energia de potencial desconhecido, capaz, pelo menos teoricamente, de dominar o mundo. Ainda recebe a ajuda dos Chitauri, um exército alienígena de demônios que vaga pelo espaço. Contra esses vilões, e após o furto do Tesseract, que dá razão à aventura, a única esperança da Terra é justamente os "Vingadores", grupo formado pelo Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Arqueiro e Viúva Negra.


Algumas cenas do filme lembram grandes filmes de ação ininterrupta.


Mas o melhor da história é justamente as constantes piadas advindas da notável brutalidade do personagem Hulk. A sua ausência de cérebro e a brutalidade característica são muito interessantes, constituindo a vertente cômica surpreendente do filme. Também Robert Downey Jr., que vive o "Homem de Ferro",  tenta, sem sucesso, ser engraçado. Mais engraçado que o "Iron Man" foi o "Capitão América", que parece viajar no tempo, literalmente!

O ponto negativo da película reside justamente na pouca densidade do Vilão Loki. É um personagem fraco. Que diga o Hulk!  Aliás, ultimamente os filmes da Marvel não apresentam vilões brilhantes, mas apenas medianos.

Fora isso, a grande expectativa gira em torno das cenas de destruição de Nova Iorque, que são realmente boas. Dessa vez, no entanto, deixaram o Empire State Building em pé, o que demonstra criatividade do roteirista...

Enfim, não é o melhor filme de heróis da Marvel, está longe de ser, mas é um bom entretenimento.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum. Foi indicado ao Oscar de "Melhores Efeitos Visuais" e ao BAFTA na mesma categoria.

Crítica 10



sábado, 19 de maio de 2012

"A PRAIA" ("THE BEACH", 2000)

Difícil falar de um filme que foi tão exacrado pela crítica, a começar pela atuação de seu ator principal, Leonardo Di Caprio. O deficiente roteiro e as cenas por vezes inverossímeis contribuem para a avaliação negativa dos críticos.

Mas não poderia deixar de fazer menção a esse filme em um blog voltado para viajantes, já que a película nos apresenta um dos lugares mais idílicos do mundo, responsável pela exuberante fotografia: a praia intocada e envolta por paredões rochosos denominada "Phuket", localizada na Tailândia. Outra praia utilizada nas filmagens foi a "Ko Phi Phi Leh", no mesmo país. Curiosamente, a região das duas praias foi assolada pelos poderosos tsunamis de 2004, que vitimaram centenas de milhares de pessoas no Sudeste Asiático.

No filme propriamente dito, o astro Di Caprio, em uma atuação confusa e pouco convincente, é Richard, turista profissional e aventureiro. A partir de um mapa entregue por um vizinho de quarto de hotel barato em Bangkok, ele se interessa pela busca de uma praia paradisíaca, que poucos podem alcançar. Chama para a empreitada dois amigos, um deles, Françoise, uma linda garota pela qual é apaixonado.

Sem meio de transporte, chegam por nado até ao tal paraíso e, depois de alguns perigos, proporcionados por fazendeiros que dominam grande porção da ilha (a  outra é dominada pelos habitantes da praia), descobrem “a praia” e a comunidade estilo “hyppie” que lá se encontra – uma sociedade utópica, enfim, que vive se alimentando de peixes. E aí se iniciam os conflitos que envolvem mortes, traições e ameaças dos fazendeiros, que não queriam a presença de novos moradores na "praia".

A crítica  em relação ao filme é justamente a falta de pegada da película. Por exemplo, cria-se uma situação de suspense, isolada, e depois de muito tempo surge outra. Nesse intervalo, por vezes situações às vezes sem nexo despontam. Também as supostas traições deixam a desejar, não havendo densidade psicológica. A outra crítica reside justamente na perda de uma oportunidade imensa de se fazer um grande filme, já que a idéia – a possibilidade de se buscar uma utopia, um lugar perfeito – “a praia” – não foi bem tratada pelos roteiristas.

Entretanto, mesmo com todos os problemas acima relatados, o filme, embora seja um desperdício de boas idéias, agrada no estilo “Sessão da Tarde”, apenas com uma ou outra cena mais "picante". E para quem gosta de viajar – mesmo que seja no sentir, no pensamento mesmo, é inspirador conhecer tão linda paisagem, talvez uma das paisagens naturais mais lindas do mundo.

Cinema tem que ser isso – uma viagem em uma sessão, e nesse ponto reside um dos poucos méritos do filme.

Cotação: *  1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

Critica 06

"127 HORAS" ("127 HOURS", 2010)

Para quem gosta de viagens estilo "aventura", aí vai a dica de um filmaço baseado em história real: "127 Horas" ("127 Hours", 2010), dirigido por Danny Boyle e estrelado por James Franco. 

James Franco, aliás, empresta uma densidade fabulosa ao personagem. Assim, teve como recompensa uma indicação ao Oscar de melhor ator no ano do lançamento da película.
O filme conta um fato verídico ocorrido na vida de Aron Ralston, um aventureiro em busca de trilhas em cânios em Utah, Estados Unidos. Mais precisamente no "Blue John Canyon", um lugar extremamente belo, mas também inóspito. Choca a imagem de um aventureiro sozinho em meio àquela imensidão.

Em um de seus devaneios, ele entra em uma fenda, escorrega e vê uma pedra atingir o seu braço direito, deixando-o imóvel pelas tais 127 horas.

O que se sucede é uma jornada de suspense bastante eficiente, com várias imagens da vida do personagem principal em "flashbacks", em meio às difíceis tentativas de sair do local.

É uma história de garra e superação, enfim, um filme que merece ser visto.

Uma dica preciosa para os viajantes que adoram viagens cinematográficas!

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias (alguns não gostam pelas cenas chocantes).

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum. Foi indicado a 06 Oscars e a 03 Globos de Ouro, mas não levou nenhum. James Franco foi indicado para "Melhor Ator" nos dois prêmios.

Crítica 05