Mostrando postagens com marcador AÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AÇÃO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"CAPITÃO AMÉRICA 2- O SOLDADO INVERNAL" ("CAPTAIN AMERICA 2 - THE WINTER SOLDIER", 2014)

Capitão América está de volta. Mais um filme Marvel? Não. É "o filme Marvel", a maior diversão que a empresa produziu a seus espectadores em muitos anos. Estamos falando da superprodução "Capitão América 2- O Soldado Invernal".
 
Um filmaço. O roteiro ágil, cheio de ação, transforma a aventura em um entretenimento de primeira. O longa conta a história de um Steve Rogers nos tempos atuais, depois de muitos anos "congelado", surpreendido por uma organização "Shield" infiltrada por muitos membros da Hydra, uma outra organização, só que do mal. Passa-se então à luta contra os traidores e malfeitores, chegando-se ao ponto de um amigo do Capitão perguntar quem era do bem e quem era do mal, no que o Capitão América responde: "aquele que não atirar em você".
 
O filme tem uma pitada de humor deliciosa, como na cena da lista das coisas que o Capitão perdeu enquanto estava adormecido. Conta-se que a tal lista varia de país para país, e só mesmo no vídeo é que poderemos ver as pérolas da lista "brasileira". Espero que não conste as mulheres frutas, as filósofas contemporâneas, dentre outras aberrações que fazem sucesso em nosso país, à custa da falta de informação da maioria da população.
 
O ator Chris Evans é sem carisma, mas não compromete o resultado final. Convenhamos, é tanta ação que fica difícil qualquer ator atrapalhar a trama. Tem também um personagem simpático, o Falcon, que voa e ajuda muito o protagonista.
 
O longa conta ainda com Scarlett Johansson (exuberante nas cenas de luta, como a viúva negra), Robert Redford (um pouco fora de forma, como o maior dos vilões) e Samuel L. Jackson (como Nick Fury, que passou muito aperto em uma das melhores cenas do filme).
 
Interessante também foram as mensagens do filme. Uma delas, a da força da amizade, em que o herói desiste de lutar contra o seu inimigo atual (o tal "soldado invernal", humano que sofre uma lavagem cerebral e se torna uma máquina de matar) que, anos atrás, era seu principal companheiro de lutas.
 
 Enfim, uma diversão de primeira, no melhor filme da grife "Marvel". Entretenimento elevado à máxima potência!
 
Cotação: * * * *
 
SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.
 
SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.
 
SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.
 
PRÊMIOS: Nenhum.
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

"ROBOCOP" ( "ROBOCOP", 2014)

File:Robocop poster.jpg
Geralmente é complicado fazer refilmagens ("remakes") de filmes de sucesso ou de longas que se tornaram "cult" ou clássicos. É o caso de "Robocop". Parecia impossível fazer algo interessante sobre o herói, ainda mais se considerarmos que o primeiro longa tenha sido um grande filme - e de fato foi. Mas José Padilha, um diretor brasileiro em Hollywood, o mesmo de "Tropa de Elite",  parece que conseguiu o seu intento de fazer um filme brilhante com esse "Robocop" de 2014. 

O filme tem as mesmas premissas do original, mas conta a história de uma maneira diferente, principalmente se considerarmos que, no atual, o papel da esposa do homem que foi transformado em máquina é bem mais relevante. Ela tem um papel ativo, investindo constantemente no resgate do homem que sofreu transformações cibernéticas. É a cobiça e a ganância dos empresários contra o amor e a lealdade da família (mulher e filho).

O interessante do filme é a demonstração da dicotomia homem-máquina, da realidade dupla vivida pelo personagem - algumas vezes tem sentimentos, outras não. Por várias vezes, o herói tem que ser "desligado", para ser unicamente uma máquina sem sentimentos. 

A história, basicamente, é a mesma do filme de 1987, pelo menos quanto à premissa. Vítima de um atentado a bomba em seu carro, Alex Murphy perde quase que totalmente o seu corpo e os movimentos de seus membros. Assim, vira cobaia da indústria que quer porque quer fazer a vigilância das ruas e a contenção dos bandidos por meio de robôs. Um inescrupoloso personagem, vivido por Michael Keaton, ávido por lucros, busca incessantemente fazer com que o robô lhe dê ganhos. 

A ação desenvolve-se de maneira fantástica, sem ser repetitiva. Vibrante, o filme apresenta um Robocop implacável e ao mesmo tempo sentimental. Um herói que luta contra si mesmo, contra o seu próprio corpo artificial. 

Parece que José Padilha pavimentou seu caminho por Hollywood com essa película, que não decepciona nunca. Entrega muito bem o que propõe - ação e emoção em grandes doses. De tirar o fôlego.

Cotação: * * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim, embora nos EUA não tenha feito tanto sucesso.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"JOGOS VORAZES" ("THE HUNGER GAMES", 2012)

File:HungerGamesPoster.jpg

Os adolescentes de todo o mundo sempre esperam com expectativa os filmes baseados em livros de sucesso entre eles. Foi assim com as séries "Harry Potter"e "Crepúsculo", entre outros. E é assim com "Jogos Vorazes", filme baseado na obra homônima de Suzanne Collins.

O filme conta a história de uma sociedade do futuro, onde um regime totalitário controla 12 distritos, realizando um evento anual, chamado "Jogos Vorazes". Nesse evento, realizado como forma de pagar um débito pelos problemas causados pelos distritos ao regime central, representantes dos doze distritos digladiam-se entre si até que apenas um sobreviva. A heroína da trama, Katniss Everdeen, interpretada com garra pela ótima atriz Jennifer Lawrence, se dispõe como voluntária para disputar a sobrevivência nos jogos. E aí começa a aventura e a luta pela vida e pela dignidade.

É um filme apenas regular. Não emociona, não tem suspense. A melhor cena de ação se resume a um ataque de vespas mutantes a um grupo de jovens gladiadores.

A atuação de Lawrence, vale dizer, é convincente. Mas cabe ressaltar que tal convencimento se deve muito mais à qualidade da moça como atriz que das qualidades do roteiro. Ela é uma presença muito agradável e bonita de se ver na tela grande.

O filme lembra um pouco "O Sobrevivente" ("The Running Man", 1987), estrelado por Schwarzenneger. Nessa película, o brutamontes envolve-se também em um jogo mortal filmado para a televisão americana no futuro, com um sádico apresentador como contraponto ao herói. Só que o longa de 1987 tem muito mais ação que esse. 

Para o público adolescente, talvez seja até um divertimento interessante. É uma distração garantida, sem chegar a ser enfadonha.  Mas não me convenceu, nem entrou para a minha lista pessoal de melhores filmes.

COTAÇÃO: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Jennifer Lawrence ganhou vários prêmios menores, de melhor atriz, a exemplo do "Saturn Awards", "Empire Awards" e "People Choice Awards", todos em 2013.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"THOR 2- O MUNDO SOMBRIO" ("THOR - THE DARK WORLD", 2013)

File:Thor - The Dark World poster.jpgOs estúdios Marvel continuam inundando os amantes de uma boa sessão de cinema com superproduções estilo "blockbuster". "Thor 2 - O Mundo Sombrio" é mais um exemplar da série dos quadrinhos no cinema, cuja intenção é justamente ser um campeão de bilheteria.

Mas não é um grande filme. Melhor que o primeiro. Porém, essa assertiva não é suficiente para fazer com que o filme entre em um "top ten" (os dez melhores) da Marvel. 

Na história, o planeta Asgard, passa a ser ameaçado por um elfo negro, que quer dominar o lugar através de uma substância chamada éter. Para conseguir o intento, entra em conflito com Thor, filho de Odin e sucessor do trono. Nesse ínterim, temos ainda a prisão de Loki (o mesmo do filme "vingadores") e a eterna luta (física e psicológica) entre ele e seu irmão Thor.

Muitos elogiaram o roteiro. Realmente, o filme é bem conduzido. Acredito que o filme é suficientemente bom para agradar os fãs declarados do personagem; mas não o é para agradar inteiramente a plateia que não é tão fã assim (ou que não conhece os desdobramentos dos livros e quadrinhos sobre o mito nórdico). Para o espectador comum (nesse sentido, de não ser fã específico do personagem), fica a sensação do excesso de batalhas e de um roteiro que não prende a atenção como deveria. Enfim, uma história até certo ponto chata. É essa a minha sensação.

Mas o filme tem seus méritos, e pode tranquilamente ser classificado como bom. E é um bom entretenimento, apesar de não apresentar novidade nenhuma em termos de efeitos especiais.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

domingo, 18 de agosto de 2013

"WOLVERINE IMORTAL" ("THE WOLVERINE", 2013)

File:The Wolverine posterUS.jpgWolverine é, talvez, o personagem "Marvel" de maior sucesso comercial no cinema. Muito se deve ao trabalho de Hugh Jackman, que encarna como poucos um herói. É a manifestação perfeita de Wolverine. E é ele que sustenta a aventura "Wolverine Imortal", que se passa no Japão. 

O filme é o sexto da franquia de heróis X-Men, sendo o segundo tendo como protagonista isolado o homem das garras de aço Wolverine.

É um filme de ação como outro qualquer, com cenas que não chegam a empolgar. Aliás, não entendo o porquê do lançamento em 3D - definitivamente não é um filme para se ver assim.

A trama envolve Segunda Grande Guerra, uma filha de um soldado que foi salvo por Logan-Wolverine, um embate com a Yakuza, dentre outros temas. Tem duas atrizes japonesas interessantes, mas não emplaca como aventura. A atriz russa que faz a Víbora também não encanta na atuação, embora seja extremamente bela.

Uma curiosidade: geralmente as franquias extensas abrem suas asas para o Oriente. Assim foi com "Atividade Paranormal", por exemplo. E quase sempre o resultado é trágico em matéria cinematográfica...

Hugh Jackman, como anteriormente dito, é a própria encarnação de Wolverine. Sendo assim, fica difícil criticá-lo. Neste filme, ele perde um pouco de seus poderes e se torna um pouco mais humano em decorrência disso, mas o resultado está longe de agradar os fãs da invencibilidade do herói. 

Enfim, um filme para quem quer um pouco de entretenimento. E para quem gosta muito de Wolverine. E só. 

Cotação: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

“O HOMEM DE AÇO” (“MAN OF STEEL”, 2013)

Poster  Site oficial do filme.
Os super-heróis estão cada vez mais presentes no cinema. Alguns deles vêm em forma de reciclagem de histórias já conhecidas do grande público. “O Homem de Aço” é uma dessas novas versões.

Não que o longa-metragem seja ruim. Mas poderia ser melhor, bem melhor.

A história resgata o filme de 1978, contando a epopeia do herói desde o início – em um planeta Krypton a beira do colapso (que realmente acontece!). Mandado à terra pelo seu pai Jor-El (interpretado por Russel Crowe), o herói indestrutível Kar-El encontra uma morada na Terra e passa a viver entre os humanos (os pais são interpretados por Diane Lane e Kevin Costner), com seus magníficos superpoderes. Encontra Lois Lane (Amy Adams), a repórter que viria a se tornar o seu par romântico e enfrenta o General Zod (Michael Shannon), um vilão de Krypton que tem por objetivo fazer da Terra o seu novo lar, e sua fiel escudeira Faora.

Comparando o filme com seus cinco antecessores, temos que supera três deles, a saber, “Superman 3”, “Superman 4” e “Superman – O Retorno”. Lado outro, é inferior aos outros dois: “Superman- O Filme” e “Superman 2”.

Pessoalmente, não gostei de algumas nuances do filme.

A exagerada quantidade de violência transformou o longa em um filme de ação sem cérebro.  A destruição exagerada de Smallville e Metrópolis incomoda..

Achei também o Planeta Krypton excessivamente fantasioso e as invasões do General Zod e suas engenhocas também estranhas, em cenas parecidas com o filme “Transformers”. Aliás, sou saudosista: prefiro o impessoal Zod de Terence Stamp (Superman e Superman 2) ao Zod com cara de Gladiador do Michael Shannon.

Outro detalhe: a história do super-homem  e de seu par romântico foi mal desenvolvida. Talvez uma brecha para a segunda parte, que certamente acontecerá.

Senti falta também de mais atos heroicos do homem de aço.Assim, apenas duas cenas se destacaram: a primeira, em uma base petrolífera; a segunda, salvando um ônibus cheio de crianças no rio. Ambas inferiores à várias presentes em outros filmes.

O Super-Homem como Clark Kent, e aquela velha história do óculos que não engana mais ninguém em pleno século XXI, também só aparece ao final, dando mostras de que uma segunda parte está por vir mesmo.

Mas o longa tem seus pontos positivos também. Primeiro, os ótimos efeitos especiais (muito embora não fosse necessário assisti-lo em 3D e muitas vezes lembrando aqueles pulos de “pulga” do primeiro Hulk). Segundo, a forma narrativa, que fazia um contraponto entre o super-homem já na fase adulta com o super-homem na fase infantil. Não cansa o espectador. Terceiro, a ênfase em um super-homem cuidadoso no que se refere à sua missão na Terra – ajudar os fracos e fazer justiça.

Assim, para quem esperava muito do “Homem de Aço”, deve ter se decepcionado um pouco. Mas para quem gosta de diversão, vale assistir a essa nova aventura.

Cotação: * * ½

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.


PRÊMIOS: Nenhum.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"O CONDE DE MONTE CRISTO" ("THE COUNT OF MONTE CRISTO", 2002)

File:The Count of Monte Cristo film.jpg
O cinema sempre buscou como fonte inspiradora os livros. E os livros clássicos sempre renderam grandes histórias para a sétima arte. É o que acontece neste “O Conde de Monte Cristo”, obra-prima de Alexandre Dumas, o mesmo autor do famoso e inesquecível “Os Três Mosqueteiros”.


Vale lembrar: dez filmes já trouxeram a história para a sétima arte. Desses, dois são mais famosos: o de 1975, estrelado por Richard Chamberlain e Tony Curtis; e esse, de 2002, estrelado por Jim Caviezel e Guy Pearce.

A história é clássica e envolvente. O longa narra as aventuras de Edmond Dantes (Caviezel), um marinheiro apaixonado por Mercedes e amigo de Fernand Mondego. Ocorre que, após conversar com Napoleão (ele mesmo, o famoso líder francês, exilado em Elba), e ser traído pelo seu melhor amigo (Mondego, interpretado por Guy Pearce) é acusado de traição à pátria e, preso, é levado para o Chateau D`If, uma prisão de segurança máxima. Lá, sofre barbaridades, torturas e chicotadas, até encontrar um padre, Abade Farias (interpretado por Richard Harris), que, além de ajuda-lo na fuga, deixa com ele um mapa do tesouro – localizado em Monte Cristo. Após, uma louca escapada da prisão, e o resgate do tesouro, já rico dá início ao seu processo de vingança: contra o amigo traidor, Conde Mondego; contra o Promotor do seu caso, Villefort; e, também, contra sua ex-mulher, que se casou com o melhor amigo, pensando que o herói estivesse morto. E ainda há um outro personagem que se revelará importante na trama: o filho de Mercedes.

O longa traz uma grande atuação de Jim Caviezel. Para quem não conhece, o ator é o mesmo que fez “A Paixão de Cristo”, em uma ótima atuação. Aqui, ele repete o sucesso de atuação, com uma brilhante perfomance. O mesmo não se pode dizer de Guy Pearce, que não convence muito como o vilão da história.  Parece um tanto forçado. Ponto para Richard Harris, que faz um padre Farias bem carismático.

É uma grande aventura, que certamente agradará a muitos. Vale a pena conhecer pelo menos um pouco dessa história clássica.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não. Arrecadou pouco mais do que custou.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim. Uma história clássica.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.







sexta-feira, 28 de junho de 2013

"BUSCA IMPLACÁVEL" ("TAKEN", 2008)

Busca ImplacávelLiam Neeson é "ator de um personagem só" (nesse caso, não é um demérito, diga-se, já que se trata de um grande ator). Geralmente, é um homem angustiado que perdeu alguma coisa, em algum momento. Já perdeu até mesmo a própria identidade; mas perde também coisas e pessoas. Principalmente pessoas que ele gosta. É o que acontece neste "Busca Implacável" ("Taken"), um filme de ação de 2008.

Com roteiro de Luc Besson, diretor de alguns longas, como Nikita, por exemplo, o filme prende a atenção do espectador do início ao fim. Não que seja um primor em termos cinematográficos, mas a ação é ininterrupta e o interesse despertado no espectador também.

O filme conta a história de um ex-espião do governo americano que tem sua filha e amiga sequestradas por uma máfia albanesa especializada em exploração sexual de adolescentes. Segue-se a busca pela filha e um embate entre o herói do longa e a tal máfia, envolvendo, ainda, a polícia francesa - o filme se passa em Paris, onde as  adolescentes, que viajaram sozinhas, foram sequestradas.

Liam, como é de costume, vai bem. A ação ininterrupta compensa o roteiro fraco e pobre em surpresas. O marketing do longa ressalta que é o "melhor filme de ação desde Bourne". Não sei se é verdade, mas o fato é que a inspiração talvez tenha vindo daquele filme.

Vale mesmo como uma bela diversão. A cotação pode não ser das melhores, mas saiba que o filme é muito divertido e, certamente, agradará a muitos.

P.S: O lado trágico e de sofrimento de Neeson não se revela apenas em seus filmes. Em sua própria vida particular, enfrentou um terrível dissabor. Estava em uma estação de esqui com sua esposa, a atriz Natasha Richardson, quando esta sofreu um tombo. Parecia não ter acontecido nada. Ocorre que horas depois a atriz começou a sentir fortes dores de cabeça, foi internada e veio a falecer.

COTAÇÃO: * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"O TURISTA" ("THE TOURIST", 2010)

O TuristaAngelina Jolie e Johnny Depp são dois atores famosos e consagrados de Hollywood. A primeira interpretação em conjunto de ambos tinha tudo para ser um grande filme. No entanto, a película não consegue ser. Uma pena para "O Turista", um filme com belas locações na romântica cidade italiana de Veneza.

Acredito que o grande problema deste filme foi não ter seguido uma linha, não ter se definido por um gênero. Seria uma ótima comédia, se o diretor resolvesse investir no personagem de Depp, com nítido viés cômico.  Ou então, poderia se transformar em um belo filme de ação, se fossem explorados com mais vigor as perseguições e tramas necessárias para este tipo de gênero. Não fica nem em um lado, nem no outro, o que deixa a película com um certo ar de indefinição. Indefinição que não impede a melhor das piadas, reservada para o final.

A trama é até interessante. Conta a história de Elise (Angelina Jolie), amante de um milionário, chamado Alexander Pearce, que é alvo, ao mesmo tempo, da polícia e de uma quadrilha. Perseguida por ambos os interessados na captura de Alexander, a protagonista usa de um turista, Frank (Johnny Depp), para despistá-los. Segue-se um jogo de gato e rato com um final surpreendentemente cômico, conforme ressaltado alhures.

Vale destacar a belíssima fotografia, com grande apelo visual, notadamente pelas belezas cênicas proporcionadas por Veneza. Dificilmente um cenário tão bonito entedia...

Mas, em resumo, é um filme despretensioso. Devemos assisti-lo com parcimônia e curti-lo, sem fazer maiores exigências em termos cinematográficos.

Cotação: * * 1/2 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim. Rendeu 278 milhões de dólares, para um orçamento de 100 milhões.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não. 

PRÊMIOS: Nenhum. Foi indicado a três "Globos de Ouro"(melhor filme - comédia ou musical; melhor ator - comédia ou musical, para Depp; melhor atriz - comédia ou musical, para Jolie).

segunda-feira, 10 de junho de 2013

“ARGO” (“ARGO”, 2012)

File:Argo2012Poster.jpg1979. Neste ano, o Oriente Médio entra em ebulição com a deposição do Xá Reza Phalevi, aliado dos Estados Unidos, e a subida ao poder do líder espirtual “aiatolá” Khomeini. Como resultado destes acontecimentos, em Teerã, a embaixada americana passa a ser alvo de invasão dos populares apoiadores de Khomeini, o que resulta na fuga de 06 (seis) americanos, que conseguem se esconder na embaixada do Canadá. A partir daí, a CIA passa a estudar um plano de fuga para os seis ianques, resultando em um mirabolante plano, que seria a entrada no país do Golfo Pérsico com a desculpa da realização de um filme de ficção-cientítica, chamado “Argo”. É essa a premissa do filme “Argo”, ganhador do Oscar de melhor filme do ano de 2012.

“Argo” é um drama com alguns elementos de thriller. A história real é tão impressionante que parece mentira. É claro que existem alguns exageros do roteiro como, por exemplo, na espetacular fuga do epílogo que, evidentemente, não aconteceu naquelas condições descritas no filme.

Mas nada atrapalha o resultado final do filme. Ele diverte, entretém, provoca suspense e mantém a atenção do espectador intacta durante toda a projeção.

Affleck se sai muito bem na direção do filme - melhor que na sua atuação, apenas mediana. Quanto ao elenco, destaque para os atores coadjuvantes, que realizam bom trabalho.

Enfim, um triunfo do cinema de ação e de drama.

P.S: Curiosidade: Argo está na mitologia grega; designa a embarcação utilizada por Jasão e os Argonautas em suas viagens.

Cotação: * * * *


SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias, notadamente quanto aos críticos europeus e asiáticos.

PRÊMIOS:

03 Oscars (filme, roteiro adaptado e edição).

02 Globos de Ouro (filme dramático, diretor).

03 Baftas (filme, diretor e edição).

quinta-feira, 30 de maio de 2013

"FAROESTE CABOCLO" (2013)

Renato Russo inspirou um bom filme, embora superficial, que acabou sendo um sucesso comercial: "Somos Tão Jovens". É um filme que agrada, embalado por uma ótima trilha sonora e por um elenco interessante O mesmo não se pode dizer da película baseada em sua música "Faroeste Caboclo". Este é um filme desagradável, embora possa encantar alguns pelo ritmo de suas cenas de ação.

"Faroeste Caboclo" conta a história de João de Santo Cristo. O personagem é vivido com intensidade por Fabrício Boliveira (um bom ator, diga-se), um menino que perdeu logo cedo seu pai, assassinado por um policial. Sem rumo na vida, João resolve ir para Brasília, lá se envolvendo com um traficante (Pablo) e uma menina filha de senador, Maria Lúcia (Isis Valverde), que, por sua vez, é a mulher favorita de outro traficante, de nome Jeremias. Segue-se uma rivalidade entre João e Jeremias bastante violenta.

Mas o filme peca pelo excesso. Excesso de uso de drogas (os personagens  passam o tempo todo fumando maconha, sem fazer nada mais que isso) e na violência explícita e direta (incluindo um estupro). Acaba, com isso, desagradando a muitos, sendo um filme desaconselhável para jovens e adolescentes. Tem assuntos atuais - abuso no uso de drogas por jovens, corrupção policial, guerra de traficantes. Mas tudo tratado de maneira exagerada, causando uma sensação desagradável no público que assiste a película.

Nos créditos finais, a música de Russo aparece em sua inteireza, o que demonstra, em certa medida, que o filme não é tão fiel assim à composição. A imaginação do roteirista fluiu demais. Excesso de imaginação. Excesso que atrapalhou um filme que é muito bem feito tecnicamente. 

Excesso. A tônica do filme. Um filme para estômagos fortes.

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum. 



terça-feira, 21 de maio de 2013

"HOMEM DE FERRO 3" ("IRON MAN 3", 2013)


Ficheiro:Iron Man 3 poster.jpg

Robert Downey Jr. é realmente um ator carismático. Ele definitivamente consegue ganhar o espectador com suas interessantes e vibrantes atuações. E faz mais uma vez isso em "Homem de Ferro 3", um filme feito para ser um grande sucesso de bilheteria. O que, diga-se, acabou se confirmando, dados os números relevantes de vendas de ingressos alcançados em todo o mundo.

E é um grande sucesso de bilheteria porque tem, além de Downey Jr. , um elenco de apoio espetacular e um roteiro "redondo".

A história gira em torno dos embates entre o herói e uma série de vilões, sob o comando de "Mandarin", vivido com maestria por Ben Kingsley (que está irreconhecível, diga-se). Seguem-se cenas de ação espetaculares e muitos diálogos inteligentes, tudo sob a batuta de um inspirado Downey Jr., que faz brilhantemente o papel principal.

Aliás, o filme é surpreendentemente bom, em se tratando de uma terceira parte. É difícil uma terceira parte de uma série cinematográfica chegar a este ponto de qualidade, com um roteiro leve, ágil, de fácil entendimento e tranquilo de se acompanhar.

Mesmo Gwyneth Paltrow, atriz que não agrada inteiramente o meu gosto, está bem no seu papel de mulher de Tony Stark, o Homem de Ferro. 

As cenas de ação, diga-se, são espetaculares. Talvez uma das melhores da história do cinema tenha sido registrada neste filme: a destruição da casa de Tony Stark. Simplesmente deslumbrante os efeitos visuais utilizados. 

Informações dão conta de que esta será a última participação de Downey Jr. como Tony Stark. Uma pena, porque o público anseia sempre para ver o egocêntrico herói destilar seus diálogos cínicos e suas ambições desmedidas. 

Mas, se este foi a última parte, o final foi muito digno. Um bom entretenimento que certamente não decepcionará os amantes dos filmes da Marvel e das películas de ação.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim. Um dos maiores de todos os tempos.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, em termos.

PRÊMIOS: Nenhum.

segunda-feira, 11 de março de 2013

DURO DE MATAR: UM BOM DIA PARA MORRER (“A GOOD DAY TO DIE HARD”, 2013).

Muitas séries cinematográficas parecem não ter fim. É o caso de “Duro de Matar”, com o veterano dos filmes de ação Bruce Willis.

Particularmente, acredito que as melhores fitas da série sejam a primeira e a quarta. A segunda e a terceira deixaram um pouco a desejar.

Em “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer”, o policial durão John McClane está de volta, em um filme ambientado principalmente na Rússia (e até em Chernobyl!).

Além das famosas cenas de ação (a maioria inverossímeis), a película conta com uma história de fundo: a busca da reconciliação do pai McClane - que relegou a educação de seu pimpolho à segundo plano devido à sua carreira - com seu filho Jack, vivido pelo ator Jay Courteney. Filho este que estava trabalhando para o FBI e se viu no meio de uma enrascada em território russo.

O roteiro é de mediano para fraco. Merece aplausos por algumas reviravoltas interessantes na trama, mas pouco apresenta de novo.

Bruce Willis sabe como ninguém segurar as pontas de um filme de ação. E, nesse caso, segura bem, principalmente se levarmos em consideração a pouca duração da película, o que ajuda o espectador a não ficar entendiado.

Regular, mas divertida – assim pode ser definida esta quinta parte da história do policial duro de morrer.

Cotação:  * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias. Os espectadores podem sentir falta de novidades em um roteiro que deixa a desejar em alguns momentos.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias. A maioria dos críticos considerou o filme regular, mas há alguns que viram algumas qualidades.

PRÊMIOS: Nenhum.

domingo, 27 de janeiro de 2013

"CÃES DE ALUGUEL" ("RESERVOIR DOGS", 1992)

File:Reservoir dogs ver1.jpg
Poster do filme. Em www.en.wikipedia.org
O primeiro filme dirigido por Quentin Tarantino é talvez o seu melhor: "Cães de Aluguel", de 1992.

O filme é tecnicamente  impecável. Brilhante.Tem um roteiro extremamente original, com a trama se desenvolvendo sob uma técnica bastante interessante, a da "narrativa entrecortada". A narrativa entrecortada caracteriza-se pelo uso constante dos "flashbacks" e de histórias de vários personagens em sequência.

Resumindo a história, o filme basicamente se restringe à discussão, em um armazém, sobre os acontecimentos relativos a um roubo em que a polícia já estava preparada  (rapidez da resposta ao alarme), perpetrado pelos tais "cães", que tinham nomes de cores (Mr. Pink, Mr. Blue, etc), mas não sabiam o nome um do outro.

Vale destacar, o roubo em si (a ação do roubo, diga-se), é o que menos importa. Para o filme, o que vale é a narrativa de cada um dos bandidos, em uma reunião após a frustração da empreitada, para que se descubra qual deles é o traidor - o que sugeriu à polícia que naquela joalheria ocorreria algo. Nisso, surgem várias histórias em "flashbacks", assassinatos, torturas, violência e mais violência.

Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen, Chris Penn e Steve Buscemi seguram bem as pontas, com ótimos trabalhos. Como disse sabiamente a crítica de cinema Isabela Boscov certa vez, os gangsteres aqui, com seus interessantes apelidos - Mr. Blonde, Mr. Pink, etc - entraram para a cultura pop. Nada mais correto. Mais um ponto para Tarantino.

É, definitivamente, um filme para poucos. Por que ? Primeiro, pelas dificuldades que a narrativa apresenta, sendo bastante incomum. Segundo, pela violência. Sim, a violência, tão presente nos filmes de Tarantino, vem aqui em doses fortes. E para quem tem estomâgo forte.

Mas é um clássico moderno. Um dos melhores filmes dos anos 90, para se ver e rever. E para aplaudir de pé. Uma grande realização. Um iniciante, uma aula de cinema, uma obra-prima.

Cotação: * * * * *

TOP 100 - MELHORES FILMES DE AÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias. O filme é difícil, tem narrativa entrecortada e pode ser entendiante para quem busca tão-somente diversão.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

"INCONTROLÁVEL" ("UNSTOPPABLE", 2010.)

File:Unstoppable Poster.jpgUma boa pedida para filmes de ação é, sem dúvida, este, dirigido por Tony Scott (o irmão de Ridley): "Incontrolável".

Tony Scott, aliás, suicidou-se em 2012. Foi ele quem dirigiu "Top Gun", um grande sucesso do cinema com Tom Cruise.

O filme narra a história de um trem desgovernado.  É baseado na história real do trem "CSX 8888", ocorrida no estado americano de Ohio.

Muito interessante e envolvente, com cenas de ação de tirar o fôlego, tem como protagonista o sempre convincente ator Denzel Washington, no papel de Frank Barnes. Denzel, juntamento com Pine (que faz Wil, o parceiro de Denzel, em boa atuação), dirigem um vagão de trem cujo objetivo é fazer parar o da frente, mediante engate e, após, frenagem.

O elenco de apoio da conta do recado, cada um desempenhando muito bem seu papel. 

Mas o destaque mesmo fica por conta dos efeitos especiais e das fabulosas cenas de ação, bastante arrojadas. 

O roteiro é simples, porém  bom, gerando uma crescente tensão e não deixando o espectador entediado.

Vale destacar também a edição de som, indicada para o Oscar. O filme realmente tem um som na medida certa, acompanhando, sem exageros ou imperfeições, o crescente suspense e as cenas de ação. Palmas para o editor, que conseguiu extrair o melhor de seu trabalho para o filme.

Assim, temos todos os ingredientes para  um bom filme de ação e para um bom divertimento. E Tony Scott e sua equipe não desperdiçam a oportunidade.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Foi indicado ao Oscar de "Melhor Edição de Som", mas não ganhou.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"O HOMEM DA MÁFIA" ( "KILLING THEM SOFTLY", 2012)

File:Killing Them Softly poster.jpg
Matando eles suavemente. É o que faz Pitt.
Existem filmes feitos para poucos espectadores. Entediantes para a maioria, torna-se um prato cheio para divagações para outros, o que pode levá-lo a tornar-se um cult movie. É o que o destino parece, ou ao menos pode, reservar para este "O Homem da Máfia", longa dirigido por Andrew Dominik e estrelado por Brad Pitt.

A história gira em torno de negócios entre a máfia, representado por advogado, e um matador profissional, papel que coube à Brad Pitt. Eliminar desafetos da máfia é, para o personagem de Pitt, tão fácil como tirar um doce de uma criança. E tudo é feito numa época em que estava em plena marcha a campanha presidencial americana, em que Obama derrotou McCain. Possivelmente o diretor fez uma alegoria, unindo os ideiais de negócios do filme com o negócio obscuro que se tornou a economia americana naquela época, sufocada por crises e instabilidade e dominada pela insegurança. Insegurança, crise e instabilidade: eis um tripé que serve também para descrever a máfia e seus jogos sujos.

O filme tem cenas de ação que poderiam ter sido assinadas por Sam Peckinpah (o diretor de "Meu Ódio Será Tua Herança" e "Sob o Domínio do Medo"), estilosas e em câmera lenta. Há muito não se via no cinema, portanto - talvez o diretor John Woo tenha tentado implantar este estilo. Ponto para o diretor.

Ponto também para uma cena de uma conversa entre os dois bandidos, drogados. Feita na visão dos drogados, é uma pérola de humor negro.

Mas o filme peca em um roteiro às vezes confuso e também sem solução para alguns personagens.

Pessoalmente, não gostei da película. Acho que o filme é entediante, com uma ação que deixa a desejar (muito embora haja mortes violentíssimas) e falta um elemento de charme - uma protagonista do sexo feminino. Isso mesmo. "O Homem da Máfia" é um dos poucos filmes a não ter mulheres em sua trama - a exceção de uma cena em que há uma prostituta num quarto em que estavam o personagem de Pitt e seu companheiro. Além disso, não se cria nenhuma expectativa quanto ao resultado final do filme - é apenas uma sequência descritiva do trabalho do personagem de Brad Pitt.

Enfim, não sabemos se o filme se tornará ou não um cult movie, embora pareça ser esta a intenção do diretor. O cinema deve, antes de tudo, ser uma diversão para o público em geral, não para um grupo restrito. Não acho que este filme tem futuro na história da sétima arte, mas é uma aposta até certo ponto arriscada de minha parte. Só o futuro dirá.

Cotação: * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

domingo, 21 de outubro de 2012

"SEM SAÍDA" ("ABDUCTION", 2011)

File:Abduction Poster.jpgO cinema americano sempre explorou a temática da perseguição a um ser inocente, que não tem condições, e nem tempo, de provar a sua inocência. O melhor de todos estes filmes é justamente o hitchcokiano "Intriga Internacional" ("North By Northwest", 1959), um dos melhores filmes de suspense de todos os tempos (cotação * * * * *).

Neste "Sem Saída", a fórmula é repetida, mas não se trata de um filme cansativo ou ruim. Pelo contrário. O filme é ágil, não tem muitos furos no roteiro e a atuação dos atores adolescentes é digna de nota.

Na película, Taylor Lautner é Nathan,  o homem errado, ingênuo, que sem saber de nada, inclusive de suas origens e do porquê dos acontecimentos,  se vê perseguido tanto por agentes do governo, quanto por criminosos. Tudo por causa de uma lista comprometedora, que estaria em posse do rapaz.

O próprio cartaz do filme dá as pistas do que vem pela frente: a luta pela verdade será a luta pela sua própria vida. Uma coisa, a verdade, está atrelada à outra, a própria vida do rapaz. É nisso que o roteiro se agarra.

Taylor Lautner e Lily Collins, os dois astros principais da trama, são jovens e têm um futuro promissor em Hollywood. Desempenham, com muita garra e talento, seus respectivos papéis.

Enfim, é uma boa opção de entretenimento, em que o espectador certamente não terá tempo nem mesmo para respirar.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 27

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"UM DRINK NO INFERNO" ("FROM DUSK TILL DAWN", 1996)

File:From dusk till dawn poster.jpgEscrito por Quentin Tarantino e dirigido por Robert Rodriguez, "Um Drink no Inferno", filme de 1996, é uma boa opção de entretenimento.

É, basicamente, um filme de ação, muito embora seu final possa levar as pessoas a pensar no gênero terror. A película começa em ritmo alucinante, mostrando dois irmãos extremamente malucos - os "Gecko", representados por Quentin Tarantino e George Clooney, em fuga, não menos alucinante, da polícia. Fazem reféns, matam pessoas inocentes e fogem da polícia, até que conseguem sequestrar uma família, comandada por um pastor (Harvey Keitel, que segura muito bem o papel), atravessando a fronteira com o México. Lá, em pleno  país do sombreiro, no entanto, eles têm uma desagradável surpresa ao adentrar em um bar pra lá de esquisito.

Vale ver George Clooney ainda em início de carreira no cinema e um atormentado Tarantino, em um papel extremamente forte que mistura altas doses de bandidagem e estupro.

Juliette Lewis, atriz um tanto sumida nos tempos atuais mas predominante nos anos 90, também tem uma atuação bacana, como a corajosa filha do pastor sequestrada pelos dois irmãos marginais.

O filme não deixa o espectador na mão - é ação ininterrupta do início ao fim. Primeiro, ação típica de filmes policiais; depois, ação típica de filmes de terror.

Não é o melhor filme da dupla Quentin Tarantino - Robert Rodriguez, está longe de ser, mas é uma boa diversão para quem procura tão-somente entretenimento.

O filme foi relançado em DVD, em um pacote que inclui ainda "Sin City", outra obra de Robert Rodriguez.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 22

terça-feira, 31 de julho de 2012

"O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA" ("THE AMAZING SPIDER-MAN", 2012)

File:The Amazing Spider-Man theatrical poster.jpeg
Poster do filme. Em "www.en.wikipedia.org".
O cinema parece não se cansar de explorar os heróis "Marvel". E o ano de 2012 marcou o relançamento da franquia inspirada nas histórias de Peter Parker, uma criação de Stan Lee. Eis o "Espetacular Homem-Aranha".

O filme tem a nítida intenção de dar início a uma nova franquia. A anterior, estrelada por Tobey Maguire em três partes, deu sinais de cansaço com sua fraca terceira parte, muito embora as duas primeiras, principalmente a segunda, são muito boas. 

Agora a trilogia de Sam Raimi deu lugar a uma nova saga, desta vez tendo como pano de fundo o romance entre Peter Parker e Gwen Stacy, esta a namorada mais famosa do aranha nos quadrinhos que, na trilogia anterior, somente apareceu, discretamente e engolida por Mary Jane, na terceira parte.

Em "O Espetacular Homem-Aranha" temos toda a origem do personagem, desde a picada do herói por aranha cobaia de testes, passando pela morte do seu tio Ben, até a sua luta contra o Lagarto, criação do alucinado Dr. Connors e fruto de uma experiência genética mal-sucedida.

Em geral, os atores convencem, embora a personagem Mary Jane, na trilogia anterior, passasse uma formosura e charme bem maiores que Gwen Stacy provoca neste filme. Mas, diga-se, Emma Stone é uma mulher muito bonita, e sua beleza e charme também produzem efeitos positivos no resultado final da película e na atenção da platéia. Sem dúvida, a aqui "namorada do Aranha" já pode ser considerada uma boa atriz da nova geração hollywoodiana.

O ator Andrew Garfield, por sua vez, parece uma escolha acertada para a nova franquia. O astro se sai bem nas cenas em que se enfatiza o bom humor no filme, notadamente quando a película  mostra as habilidades e a força do super-herói. E engata um romance muito simpático com a mocinha do filme, estabelecendo uma "química" entre o par central.

O filme tem um ar adolescente, e ainda conta com efeitos especiais especialmente engendrados para o formato 3D. Talvez a idéia de ver o filme nesse formato seja a melhor escolha mesmo.

O vilão Lagarto é muito caricatural e é um dos pontos fracos do filme. Outro aspecto negativo fica por conta  da atuação de Martin Sheen, que faz o papel de "Tio Ben", o pai adotivo de Peter Parker. Ele, definitivamente, não parece à vontade para fazer o papel, não conseguindo emprestar simpatia ao personagem.

Vale ressaltar também as espetaculares cenas de ação. A melhor é a sequência que o Homem-Aranha finalmente descobre que o seu trabalho é muito maior do que simplesmente procurar a vingança contra o assassino de seu tio. A salvação do menino em um carro em chamas, a beira de um precipício na ponte, é a chamada que faltava para o Aranha enxergar sua nobre missão - lutar pela vida dos outros.

Outro ponto bastante interessante, e positivo, da película é a outra luta marcante do personagem, desta vez pela maturidade. Peter Parker é aquele adolescente que ainda não sabe o verdadeiro sentido da vida, mas vai descobrindo aos poucos, apanhando muito, inclusive fisicamente. Aliás, nunca o "Homem-Aranha" apanhou tanto, embora tenha superpoderes...

Enfim, "O Espetacular Homem-Aranha" só é superior mesmo ao terceiro capítulo da saga anterior. Não repete, portanto, o êxito do segundo filme, disparadamente o melhor, e fica no mesmo patamar do primeiro estrelado por Tobey Maguire. Mas é um bom entretenimento.

Atenção: não saia do cinema antes dos créditos finais de elenco. Há uma cena no final que dá uma pista do que poderá vir pela frente na franquia.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 21

domingo, 8 de julho de 2012

"BRADDOCK - O SUPER COMANDO" ("MISSING IN ACTION", 1984)


File:Missing in action (film poster).jpg
Poster do filme. Fonte: http://www.en.wikipedia.org/
Muitos filmes marcaram a década de 80, saudosa época para muitos. Em matéria de filmes de ação, além de Stallone e Schwarzenegger, um grande nome foi sem dúvida Chuck Norris.

Chuck Norris é um ex-atleta de Caratê, campeão mundial da modalidade por sete vezes na década de sessenta, que resolveu se aventurar nas telonas. "Braddock", filme de 1984, é o seu maior sucesso, gerando, inclusive, duas continuações.

O filme foi produzido pela dupla de primos israelenses Golan e Globus, os mesmos que produziram "Desejo de Matar", com Charles Bronson e "Invasão dos Estados Unidos" e "Força Delta", com Chuck Norris.

Muitos dizem que Chuck Norris, quando fala, demonstra que não é um bom ator. Mas penso diferente: Chuck Norris está ali para agir, não para falar. E agindo, faz muito bem.

No filme, ele é o General Braddock, que só tem uma coisa em mente, depois do fim da Guerra do Vietnã: resgatar americanos presos ainda naquele país. Desta "lenda", que povoou a imaginação dos americanos por muito tempo, sobressai-se a linha condutora do filme. Braddock passa a investir pesado nos "donos" do regime vietnamita em busca do seu objetivo.

O filme é daqueles de ação ininterrupta, com destaque para algumas cenas. Em uma delas, Braddock, vigiado intensamente no hotel em que está hospedado em Saigon (atual Ho Chi Mihn), sai pela janela, escalando todo o prédio, vai à sede do governo vietnamita, mata o líder, volta para o mesmo quarto e ainda dorme na cama com uma bela mulher americana que estava junto dele no país do sudeste asiático. Tudo para forçar um álibi. Haja imaginação e fôlego! Em outras cenas, ele é sempre surpreendido pelos espiões do regime, gerando situações, muitas das vezes, engraçadas.

Enfilm, o filme é bem conduzido,  com uma ação bacana, cumprindo uma das finalidades essenciais do cinema em minha opinião: divertir. Mas não é um primor de roteiro, nem de cinema.

Como está escrito no cartaz do filme, "a guera não acabou até que o último homem retorne para casa".

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 19