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domingo, 9 de fevereiro de 2014

"TRAPAÇA" ("AMERICAN HUSTLE", 2013)

File:American Hustle 2013 poster.jpgO grande favorito ao Oscar 2014 não é, definitivamente, um dos meus favoritos, nem como "melhor do ano", nem como um dos "melhores todos os tempos". Mas "Trapaça", a comédia de "golpes" e "falcatruas", parece estar fortemente cativando a Academia.

E muito do fascínio se deve à atuação do quarteto principal de atores - Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.

A história é simples. Trata-se de dois vigaristas, Irving  (Bale) e Sidney (Adams),  que atuam no mercado vendendo obras de artes falsificadas, além de outros golpes. Certa feita, são surpreendidos por um agente do FBI, que passa então a tê-los sob domínio, e a fazer chantagens. Assim, o policial tenta cumprir seu objetivo de prender políticos sem escrúpulos, armando-se a partir daí novas confusões envolvendo ele e os dois vigaristas.

Não gostei do desenrolar da trama. O filme é arrastado, sem brilho. Enfim, sem uma narrativa que prenda a atenção do espectador. Parece um pouco filme de Scorsese, e acho até que seja mesmo uma homenagem ao diretor americano, mas não tem o mesmo ritmo das obras daquele mestre, a exemplo mesmo de "O Lobo de Wall Street". Alías, o "Lobo" foi lançado na mesma safra de "Trapaça" e nos apresenta também um vigarista profissional, só que no ramo da corretagem. Aqui, em "Trapaça", também há os vigaristas, mas a graça é bem menor. Não se sustenta como uma comédia de humor negro inesquecível.

O ponto positivo do longa é a atuação soberba dos atores principais e coadjuvantes, conforme já ressaltado linhas atrás. Bale está estupendo como Irving; Cooper demonstra a sua evolução como ator encarnando o agente do FBI; Adams como Edith/Sidney (a vigarista usava os dois nomes) está próxima da perfeição; e Jennifer Lawrence, como a histérica e engraçada esposa de Irving, demonstrando mais uma vez a sua ascensão na carreira. 

Outro ponto marcante é a estupenda trilha sonora.

David Russel vem caminhando bem em Hollywood, emplacando mais esse sucesso de crítica e de bilheteria. Embora ainda ache que ele já teve momentos mais felizes, a exemplo de "O Lado Bom da Vida".

Está mais fácil ser um "cult movie" que um "clássico", e assim poderá ser lembrado no futuro. Mas será um marco na carreira de alguns atores, como Bale, Adams, Cooper e Lawrence.


Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Vários.

Indicado a 10 Oscars; 

Ganhou 3 Globos de Ouro (Melhor Filme Comédia ou Musical; Melhor Atriz Comédia ou Musical para 
Amy Adams; Melhor Atriz Coadjuvante para  Jennifer Lawrence); 

Indicado a 10 BAFTAs.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"O LOBO DE WALL STREET" ("THE WOLF OF WALL STREET", 2013)

File:WallStreet2013poster.jpgA parceria Scorsese (diretor) e Di Caprio (ator) já rendeu bons filmes, sendo "Os Infiltrados" ("The Departed", 2006), vencedor de 4 (quatro) Oscars, incluindo melhor filme e diretor, o mais famoso deles. Mas em nenhuma das películas anteriores a dupla esteve tão afinada como em "O Lobo de Wall Street", um dos grandes lançamentos da temporada. 

DiCaprio tem aqui a atuação de sua vida. Ele encarna com perfeição Jordan Belfort, que ficou conhecido na corretagem nova-iorquina com a sugestiva alcunha de "Lobo de Wall Street". Um perfeito apelido para um homem ávido por dinheiro e fama. Vale aqui dizer que o personagem Belfort não é um herói, e nem devemos vê-lo como tal. Então, uma primeira advertência: não deixe a atuação de DiCaprio te convencer do contrário. A atuação do ator americano é tão convincente que o drogado e golpista personagem passa a ser visto até com certa simpatia - o que gerou, inclusive, crítica por parte das pessoas prejudicadas pelos atos criminosos dele na vida real.

O longa conta a história verídica de Jordan Belfort, com todos os desdobramentos mais importantes de sua vida e carreira, a exemplo dos dois casamentos (o primeiro, com uma cabeleireira; o segundo, com uma modelo); a perda do primeiro emprego; a vida pautada em drogas e mulheres fúteis; a fundação de uma empresa especializada em venda de ações de empresas fracas de mercado; a veia motivacional e de liderança, que arrebatou vários corretores que se tornaram cúmplices de seus crimes.

É uma comédia sensacional. Muitas vezes, o personagem de DiCaprio lembra líderes de algumas religiões com seus discursos motivacionais e supostamente transformadores da vida de cada indivíduo ali envolvido no negócio. Ávido por dinheiro e riqueza, não cansa de humilhar outras pessoas e estabelecer o discurso de que o mais importante na vida é o ter, não o ser. Em uma das cenas, depois do uso de drogas (uma constante no filme), Jordan rasteja, buscando seu carro ultramoderno, no que podemos classificar de uma das sequências mais engraçadas da história do cinema.

A atriz Margot Robbie desempenha com altivez sua personagem, Naomi, a segunda mulher de Jordan. É extremamente linda e sensual. Não é uma atriz das mais relevantes, mas parece estar à vontade no papel que lhe foi confiado.

O ator coadjuvante Jonah Hill, que faz o papel do amigo principal de Jordan, chamado Donnie, rouba a cena em vários momentos, em cenas hilárias. Concorre ao Oscar de Coadjuvante, em uma indicação merecida, mas não deve levar. 

Quanto a Scorsese, vale dizer que se trata de um diretor consagrado, com grandes filmes no currículo. Esse é mais um deles, e a sua marca está presente - o diretor adora personagens abjetos, despidos de moral ou mesmo diferentes. Enfim, personagens que fogem do padrão comum. É o que mais se vê nesse formidável "Lobo de Wall Street", uma comédia com muito humor negro. Lembrou "Depois de Horas" ("After Hours", 1985), o filme do mestre nova-iorquino com o maior número de bizarrices e esquisitices, ambientado em uma Nova Iorque esquizofrênica e maluca.

Vale ressaltar que o longa é para maiores de idade (desaconselhável para adolescentes), tendo em vista as cenas de sexo e drogas em excesso e os pesados diálogos, que usam e abusam da expressão "f.." (509 vezes). Como dissemos anteriormente, o final do filme, com a superação do personagem após a prisão, pode mostrar que tudo o que ele fez anteriormente em tese compensa. O que não é verdade. 

A película realmente pode desagradar alguns, embora eu repita, sempre: no cinema, devemos sempre nos despir de preconceitos e procurar embarcar nas aventuras propostas. E é isso que faz a diferença em um filme como esse, de três horas de duração.

Uma aula de cinema. Três horas de puro entretenimento.

Cotação: * * *  1/2

TOP 100 - MELHORES COMÉDIAS DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias. 

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS:  Vários.

5 indicações para o Oscar 2014 (Melhor Filme, Melhor Ator para Leonardo DiCaprio; Melhor Diretor para Martin Scorsese; Melhor Ator Coadjuvante para Jonah Hill; Melhor Roteiro Adaptado).

Top Ten Films of the Year, do American Film Institute. 

Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical (Leonardo DiCaprio).


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 2" (2013)

Até que a Sorte nos Separe 2Esperar que filmes brasileiros da "Globo Filmes" sejam um primor de roteiro e belas produções é realmente esperar muito. Mas não sejamos tão cruéis. Embora não seja um bom filme, "Até que a Sorte nos Separe 2" é daqueles filmes despretensiosos e que fazem rir, em situações muitas vezes grotescas e ridículas. 

O filme conta a manjadíssima história de um casal que tira a sorte grande e recebe uma herança milionária de um tio. Entretanto, o testamento indicava a necessidade de que as cinzas do finado fossem jogadas no Grand Canyon, nas proximidades de Las Vegas. Assim, com esse pretexto, o casal vai para a "Sin City" e o marido, um perdulário jogador, vivido pelo comediante Leandro Hassum, perde tudo. Além de perder tudo, Tino (Hassum) passa a ser perseguido por um mafioso mexicano, que lhe havia emprestado algum dinheiro para continuar jogando. Assim, está estabelecido o pano de fundo para as mirabolantes situações vividas pelos personagens.

Algumas cenas são bem engraçadas. O comediante Leandro Hassum mostra que tem realmente talento para as situações cômicas. Não para de fazer piadas no decorrer da trama. Camila Morgado também está bem, no papel da esposa de Tino. O filme conta ainda com participações especiais de Jerry Lewis, como um "bellboy" (título, inclusive, de primeiro filme do ator americano como diretor) e Anderson Silva, o famoso lutador de MMA.

O que fica do filme? Nada em especial. É uma diversão instantânea. Mas fica a pergunta: o que o espectador quer nas suas férias, no seu final de ano? Diversão descerebrada. Deixemos os filmes "inteligentes", "cults" ou mesmo "clássicos" para o decorrer do ano, ou quando o ano novo efetivamente começar. 

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"O CASAMENTO DO ANO" ("THE BIG WEDDING", 2013)

Existe uma crença generalizada de que ótimos atores - como De Niro, Keaton, Sarandon e Williams- conseguem “segurar” uma trama mal elaborada. Pode até ser. Mas não é o que acontece neste “O Casamento do Ano”, um dos piores filmes do ano.

O gênero comédia é difícil por natureza. Muitas vezes os filmes descambam para o água com açúcar, ou mesmo para piadas de mau gosto. No caso deste “O Casamento do Ano, nem isso acontece – é pior ainda que filmes “água com açúcar”. Nesse, há apenas tentativas forçadas de fazer rir.

O mais engraçado, sem dúvida, é o roteiro. E é engraçado porque é ridículo, não porque produz situações engraçadas. A história gira em torno de um casamento de um rapaz que possui três “mães” (???): a biológica (uma colombiana), a adotiva (interpretada por Diane Keaton) e a que efetivamente criou (Susan Sarandon).  Uma delas, a biológica, foi convidada para o tal casamento, juntamente com sua filha. Ocorre que a senhora é extremamente religiosa, o que certamente influiria no ânimo dela ao saber que os pais adotivos do noivo haviam se separado.  Por conta disso, a família toda resolve mentir, fazendo uma espécie de renascimento do casamento dos personagens de Robert De Niro e Diane Keaton. O que se segue é um filme rasteiro, sem pé nem cabeça, com situações as mais inusitadas e ridículas. A própria premissa é digna de um prêmio de péssimo dos péssimos- como dar importância a uma mãe que abandonou o filho ainda criança e que, mesmo assim, quer fazer exigências acerca de sua situação na idade adulta? Mentir por causa de uma mãe biológica que não aceitaria uma separação, fato esse tão comum hoje em dia! Faça-me o favor, sr. Roteirista! Como pode uma premissa ser tão fraca e débil?

Como se não bastasse o nível de mediocridade, ainda temos o fato de que os colombianos são tratados no filme supostamente como pessoas atrasadas e ao mesmo tempo sem moral. Um contraponto absurdo nos é apresentado: de um lado, a mãe biológica moralista; do outro, a irmã, também colombiana, ávida por luxúria e libertinagem. A manipulação do roteiro aqui não é feita levando-se em conta aspectos culturais; é, simplesmente, discriminação pura dos povos latinos.

É inacreditável a canoa furada em que embarcaram atores e atrizes de peso, como Robert De Niro, Diane Keaton, Susan Sarandon e Robin Williams. O último, então, fica a beira do ridículo como um padre alcoólatra! De Niro paga um mico atrás do outro, principalmente recebendo socos das mulheres e caindo na piscina, em uma cena totalmente sem graça. As duas atrizes, Keaton e Sarandon, também não se encontram. Também fica uma pergunta: como se encontrar no meio de um roteiro tão absurdo?

E, para piorar (se é que é possível piorar), ainda temos a história paralela da irmã do rapaz que não consegue engravidar mas que, ao final, engravida. Totalmente "sem pé nem cabeça". Um minidrama sem o mínimo engajamento na história.

Enfim, um filme sem simpatia, sem emoção, sem risos. O melhor é esquecer.

Cotação: BOMBA

SUCESSO DE BILHETERIA: Não

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum. Certamente é um bom candidato ao "Framboesa de Ouro".

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"AMOR SEM ESCALAS" ("UP IN THE AIR", 2009)

File:Up in the Air Poster.jpgO que os críticos e espectadores das comédias americanas sempre dizem? Fácil responder: que elas tendem a ser, ou são efetivamente, estilo "água com açúcar", geralmente com finais facilmente decifráveis.  Não é o que acontece com este "Amor sem Escalas", filme estadunidense de 2009.

O filme trata de temas interessantes, sob o viés masculino. O principal, sem dúvida, é a solidão. Solidão que é tratada pelo personagem principal, Ryan Bingham, vivido por George Clooney, de forma superficial no início do desenrolar da trama. Ele que é um profissional da arte de demitir pessoas. Profissional que viaja por todo o território americano para fazer cumprir seu papel, sem dó nem piedade das pessoas. E leva esta vida sem se preocupar com o fato de estar sozinho ou de não ter contato familiar. Mas eis que surgem duas mulheres em sua vida: primeiro, Alex, vivida por Vera Farmiga, outra executiva que vive viajando e se envolve com ele; e Natalie (Anna Kendrick), também executiva, só que da mesma empresa de Ryan, que desenvolve uma nova técnica de "demitir" que, a longo prazo, ameaçará o emprego, e as viagens aéreas, do herói principal.

Interessante observar como as duas mulheres começam a fazer diferença na vida de Bingham.

Primeiro, Alex, uma mulher desconhecida, mas que mexe com Bingham, envolvendo-se superficialmente com ele. Superficialidade que não transforma a carência afetiva de Ryan em amor efetivo.

Depois, Natalie, que é uma personagem importante na trama, já que ela é chave na demonstração da influência da tecnologia na vida dos seres humanos - imenso paradoxo do mundo moderno pois, ao mesmo tempo que aproxima as pessoas (pela internet, por exemplo), as afasta do contato real, do contato humano.

Do lado de uma ou de outra, o que se percebe é o conteúdo vazio de algumas relações humanas, e nisso o filme, ou melhor, o roteiro, é implacável e mexe na ferida.

O roteiro é primoroso. Desenvolve-se de maneira brilhante. Mostra, de maneira clara, a solidão do ser humano em suas diversas facetas, sem perder o bom humor e o charme. Não sem razão, ganhou uma indicação ao Oscar e venceu os prêmios BAFTA e Globo de Ouro nesta categoria.

George Clooney tem uma das melhores, senão a melhor, interpretação de sua carreira. Tem o "timing" perfeito do personagem, trabalhando com desenvoltura e sem ser piegas.

Brilhantes também foram as atuações das atrizes da trama - Vera Farmiga e Anna Kendrick. Kendrick consegue ser a mais carismática, fazendo, com charme, o papel de uma executiva que usa e abusa da soberba.

Enfim, uma das boas comédias dos últimos tempos. E o personagem de Clooney é a prova viva de que, nesse mundo, ninguém nasceu para viver sozinho.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: O filme recebeu uma série de prêmios e indicações.

Teve seis indicações ao Oscar (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor ator para George Clooney, melhor atriz coadjuvante duas vezes - Vera Farmiga e Anna Kendrick), mas não ganhou nenhum.

No Globo de Ouro, ganhou o prêmio de "Melhor Roteiro " (Jason Reitman e Sheldon Turner); foi ainda indicado cinco vezes em mais quatro categorias - Melhor Filme de Drama,  Melhor Diretor, Melhor Ator (Clooney) e Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga e Anna Kendrick).

Bafta de "Melhor Roteiro Adaptado".

sábado, 13 de abril de 2013

"JAMAICA ABAIXO DE ZERO" ("COOL RUNNINGS", 2003)

Uma bela opção para uma comédia extremamente divertida é, sem dúvida, "Jamaica Abaixo de Zero", último grande sucesso da carreira de John Candy (que faz o treinador da equipe).

Trata-se de uma história baseada em fatos reais, contando a saga da equipe jamaicana de bobsled (trenó), participante das Olimpíadas de Inverno de 88, realizada em Calgary. Um autêntico absurdo, notadamente para as demais equipes participantes, vindas de países gelados (Suíça, EUA, Canadá, dentre outros). 

O filme é engraçadíssimo. Explora todas as situações absurdas possíveis, desde a dificuldade de adaptação dos jamaicanos ao frio (coisa que nunca acontece no país deles) até os hilários treinamentos - em um deles, a equipe simplesmente não conseguiu entrar dentro do trenó, que foi embora sozinho.

A comédia se desenvolve até o epílogo emocionante e engrandecedor. 

A atuação dos atores é ótima, sendo alguns deles hilários, com piadas marcantes e inteligentes.

Enfim, um filme extremamente simpático, diversão pura do início ao fim. Não há como não se encantar com esta história fascinante.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Golden Screen 1995; BMI Film e TV Awards 1994.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"O LADO BOM DA VIDA" ("SILVER LININGS PLAYBOOK", 2012)

File:Silver Linings Playbook Poster.jpg
Poster do filme. 
Uma boa pedida em matéria de comédia romântica é, sem dúvida, "O Lado Bom da Vida". 

Ao contrário de outros filmes do gênero, este consegue ser bastante envolvente e inteligente, com diálogos caprichados e um roteiro bastante interessante, baseado em um livro homônimo.

O filme conta a história de um rapaz bipolar, traído pela mulher e emocionalmente instável, chamado Pat Solitano, vivido pelo ator Bradley Cooper. Ao voltar de um período de internação, busca se reaproximar de sua ex-mulher ao mesmo tempo que se envolve com uma problemática pessoa, Tiffany, papel que coube à ótima Jennifer Lawrence. O que resulta desse relacionamento divertido e envolvente de Pat e Tiffany são diálogos intensos, engraçados, divertidos e às vezes mordazes. E um crescente amor despertado pela convivência nem sempre pacífica e muitas vezes problemática.

O filme conta com um elenco afinadíssimo. Jennifer Lawrence está simplesmente estupenda, assim como o surpreendente Bradley Cooper, que até este momento nunca tinha atuado tão bem no cinema. Robert De Niro, como o pai de Pat, e Jacki Weaver, como a mãe do rapaz, também não destoam - pelo contrário, estão muito bem. Aliás, De Niro é sempre um grande ator e, mesmo em papel coadjuvante, sabe ser De Niro. Vale lembrar ainda a atuação de Chris Tucker, que faz um colega de manicômio de Pat. Muito engraçado em várias cenas.

Não à toa, o filme emplacou quatro indicações para as atuações do elenco no Oscar, feito para poucos - o último tinha sido Reds, de 1981. Assim, Cooper foi indicado para "Melhor Ator" ; Lawrence, "Melhor Atriz"; De Niro, "Melhor Ator Coadjuvante" e Weaver, "Melhor Atriz Coadjuvante".

David O. Russel parece um diretor em ascensão, e são justas as indicações para os prêmios de "Melhor Diretor" e "Melhor Roteiro Adaptado".

Enfim, uma boa opção para um bom entretenimento. Um filme simpático, divertido, comovente e interessante. Enfim, o espectador descobre que um dos bons lados da vida é ter um bom filme como este para se assistir.

Cotação: * * * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Vários.

Indicado a 08 Oscars (Filme, Diretor, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Edição).

01 Globo de Ouro - "Melhor Atriz" (Jennifer Lawrence).

01 BAFTA - "Melhor Roteiro Adaptado". Indicado ainda para Ator (Cooper) e Atriz (Lawrence).

AFI´S MELHOR FILME DO ANO 2012.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"DE PERNAS PRO AR 2" (2012)

Ficheiro:Pôster De Pernas pro Ar 2.jpg"De Pernas pro Ar 2". Mais uma comédia nacional que vem fazendo muito sucesso nas bilheterias brasileiras. Qual a razão de tanto sucesso? Diversão. O povo gosta de diversão, e um dos papéis do cinema é justamente garantir a alegria, nem que seja por uma hora e meia e duas. E o filme consegue, apesar de parecer com um novela global (aliás, como todos os filmes brasileiros com estes "artistas de novela").

Ingrid Guimarães é, realmente, uma atriz engraçada. Ela vive Alice, uma empresária de "moda sexy",  extremamente estressada e que tem um objetivo claro - expandir seus negócios para os Estados Unidos, mais precisamente Nova Iorque. Para isso, tem  que lidar entre pressão da família, que quer sua saúde em dia (a heroína desmaia, supostamente de stress, em uma inauguração de loja), e a pressão do trabalho. No meio de tudo, ainda há tempo de descanso para a protagonista em um "spa" que mais parece um manicômio, tal a quantidade de pessoas esquisitas existentes no local.

Bem, conforme ressaltamos no início dos comentários, o filme desempenha o seu propósito sem ser muito cansativo, apesar do roteiro previsível. E qual o propósito do filme? Fazer rir. E isso acontece em muitas passagens, algumas realmente hilárias - embora o ritmo de piadas cai vez ou outra.

A atriz Ingrid Guimarães tem um talento natural para fazer rir. E o elenco de apoio não deixa o ritmo cair - destaque para a engraçadíssima empregada, vivida pela ótima atriz Cristina Pereira. Cristina, aliás,  protagoniza uma cena divertida, em que confunde "fork" com "fuck" em um restaurante (o restaurante é o pano de fundo para a parte mais interessante do filme em termos cômicos).

O elenco de apoio conta ainda com uma exagerada (como sempre!) Maria Paula, Eriberto Leão fazendo um "feijão com arroz" bem fraquinho e Bruno Garcia muito discreto, sem grandes aspirações em termo de atuação, como o marido de Alice.

A ambientação em Nova Iorque é muito interessante também - a "Big Apple" ficou muito bonita na telona, demonstrando a boa e agradável fotografia do filme.

É um filme despretensioso, que não é, obviamente, um primor de cinema em termos técnicos. Longe disso. Como disse Rubens Ewald Filho, "é até consumível". Para se ver e esquecer depois. Partir para outra. Ou para outro.

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias. Algumas pessoas acham o roteiro banal, o que não deixa de ser verdade.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"ENCONTROS E DESENCONTROS" ("LOST IN TRANSLATION", 2003)

File:Lost in Translation poster.jpgSofia Coppola, filha do consagrado diretor Francis Ford Coppola (da saga "O Poderoso Chefão), não teve sucesso em sua curta carreira de atriz - fez apenas um papel sofrível em "O poderoso Chefão III".Enveredou-se pela  mesma carreira do pai, mas vem tendo altos e baixos. "Encontros e Desencontros" é um dos filmes fracos dela.

A história gira em torno de uma amizade entre o personagem de Bill Murray, que faz um decadente ator que vai ao Japão fazer propaganda de uísque e o de Scarlett Johansson, que foi acompanhar o namorado fotógrafo.  Só isso. O resto é uma sucessão de cenas mostrando os hábitos dos japoneses e as belezas das terras nipônicas.

É um exagero a quantidade de indicações que este filme teve ao Oscar  Foi indicada a melhor filme, melhor ator,  melhor diretor e melhor roteiro original. Ganhou apenas o último. 

Não vejo este filme bom o suficiente a ponto de ganhar todas essas indicações e ainda levar o de melhor roteiro original. Roteiro original é aquele que não foi publicado anteriormente. Dizem que o roteiro é baseado em história acontecida com a própria diretora, que foi supostamente abandonada enquanto estava acompanhando seu marido em uma viagem - personagem de Scarlett Johansson no filme.

O roteiro, aliás, não me agradou de forma alguma. Como já disse anteriormente, a história em si é fraca. Apenas algumas situações são engraçadas. Não há um "fio da meada"; como asseverado anteriormente, só há uma sucessão de acontecimentos.

Os atores também não rendem o esperado. Bill Murray parece que está decadente mesmo é na vida real, não sendo engraçado na maior parte do filme. Scarlett, uma mulher linda, ainda tinha ares juvenis, e não tem uma atuação muito convincente.

Mas parece que os críticos e entendidos de cinema não concordaram muito com esta opinião, tendo em vista que o filme foi laureado com 01 (um) Oscar, 03 (três) Globos de Ouro e 03 (três) BAFTAs, sendo que Bill Murray ganhou o "Globo de Ouro" e o "Bafta" como melhor ator e Scarlett Johansson ganhou o BAFTA de melhor atriz, todos em 2003. Ainda foi indicado, naquele ano, para o Oscar de "Melhor Diretor(a)" e "Melhor Filme".

Mesmo com toda a premiação, não gostei do filme. Cinema é encantamento também, e este filme definitivamente não me encantou, nem convenceu.

Cotação: * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS

01 Oscar - "Melhor Roteiro Original" 2003; 

03 Globos de Ouro - "Melhor Filme Comédia ou Musical", "Melhor Roteiro" e "Melhor Ator de Musical ou Comédia" 2003; 

03 Prêmios BAFTA - "Melhor Edição", "Melhor Ator" e "Melhor Atriz".

domingo, 9 de dezembro de 2012

"SE BEBER NÃO CASE - PARTE II" ("THE HANGOVER PART II", 2011)

O grande problema das continuações é que as idéias, antes tidas como originais, tornam-se repetitivas na sequência. É o que  parece  acontecer com este "Se Beber, não Case - Parte II".  

Não que o primeiro filme, rodado em Las Vegas, tenha sido um primor. Mas era mais divertido e tinha mais surpresas.

A história é a mesma. Envolve porre, esquecimento e flashback, para se saber o que aconteceu na noite anterior. Neste filme, o noivo aparece com tatuagem na cara, o outro aparece careca e o irmão da noiva desaparece.

Tem passagens até engraçadas, a exemplo do caso do noivo (Stu) com um transsexual tailandês, mas a maior parte do filme é sem graça. E também estas partes tidas como engraçadas podem  ser interpretadas como baixarias, o que não deixa de ser verdade.

Agrega-se à isso a transformação, ou constatação, de Bangok como a capital sexual do Oriente e temos aqui um filme de extremo mau gosto. Para completar, aparece em uma cena um nu frontal masculino simplesmente terrível e um macaquinho que é mula de traficantes. Totalmente imbecil o roteiro! 

E, se não bastasse a ruindade do filme, ainda aparece, ao final, Mike Tyson, cantando muito mal uma música  horrorosa.

Noutras palavras, é pura perda de tempo.

Cotação: BOMBA

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"SOB O SOL DA TOSCANA" ("UNDER THE TUSCAN SUN", 2003)

File:Under the tuscan sun poster.jpg
Poster do filme.
Eis um filme que vai agradar em cheio o público feminino: "Sob o Sol da Toscana", baseado no livro homônimo escrito pela americana Frances Mayes.

O enredo é interessante. Tudo começa quando duas amigas homossexuais de Frances Mayes (isso mesmo, a própria escritora é a personagem do filme, interpretada pela bela Diane Lane) oferecem a ela a oportunidade de uma viagem à Toscana, em uma excursão para gays. Aproveitando o fato de que tinha acabado de se divorciar, aliado à problemas de concentração em seu apartamento (leia-se barulhos), a escritora resolve mesmo tomar rumo para terras italianas. Chegando em Cortona, encanta-se com a cidade e com uma casa e resolve ali ficar. Daí para frente, uma série de situações advindas do envolvimento da escritora na comunidade geram risos e dramas.

Diane Lane, embora não tenha um carisma formidável, empresta leveza e simpatia à personagem.


Destaque também para a interpretação pontual de Lyndsay Duncan, que faz Katherine. Em um dado momento, ela homenageia Fellini interpretando cena similar àquela de Anita Ekberg na Fontana de Trevi, famosa no filme "La Dolce Vita".

As locações em Cortona são belíssimas, assim como a fotografia. Também há uma parte rodada na Costa Almafitana, uma paisagem sublime, além de Roma e Florença.

O enredo, às vezes previsível, é mais interessante que pedante. E traz ótimas soluções ao final.

Curiosidade: realmente a escritora Frances Mayes adotou Cortona como cidade base, para as suas sempre presentes incursões literárias. Muito embora há muito de ficção no desenvolvimento do enredo do filme.

Enfim, um programa que certamente agradará em cheio ao público feminino, mas que também poderá servir de diversão à toda a família.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 31

terça-feira, 9 de outubro de 2012

INTOCÁVEIS (INTOUCHABLES, 2011)

O melhor filme exibido nos cinemas brasileiros neste ano de 2012 não vem de Hollywood, mas sim da terra dos gauleses: é o francês "Intocáveis", inesperado sucesso mundial  e segunda maior bilheteria da história do cinema francês.

E o sucesso é bastante merecido.

Trata-se de uma das melhores comédias dos últimos anos, tratando de maneira bastante interessante um tema nem sempre tão fácil: a relação de amizade que se estabelece entre um empregado negro, advindo de classe social mais baixa e um portador de necessidades especiais milionário.

O interessante do filme é que o roteiro consegue se livrar do sentimentalismo, típico nesses tipos de história. A atuação dos atores - François Cluzet, o mais famoso ator francês do momento e Omar Sy, um espetacular ator à caminho de Hollywood - empresta grande charme à película. Há  momentos divertidíssimos aos montes, notadamente com o excelente Sy, e outros, em menor escala,  um tanto dramáticos. Em todos eles, é bom que se diga, os atores se saem bem. E a afinada dupla central ainda conta com um excelente elenco de apoio, que literalmente não "deixa a peteca cair".

O filme todo é um grande prazer. Impossível não rir das diversas situações criadas que exploram, notadamente, os contrastes sociais existentes entre o negro e o milionário tetraplégico. Contrastes sociais que são explorados no filme de uma maneira bacana também, com muita sutileza, no sentido de ser sem exageros. Mas será por que o tema é tratado com tanta sutileza? Acredito que seja um "tapa de luva" na sociedade francesa, já que mostra claramente os conflitos existentes entre os franceses e os descendentes de ex-colônias, como é o caso do Senegal, e como os primeiros podem ser dependentes dos segundos.

É uma história baseada em fatos reais. Ponto para os dois personagens reais, que puderam transmitir uma história tão humana para o cinema, que, por sua vez, transformou-a em um roteiro superinteressante e que prende a atenção o tempo todo do espectador.

Enfim, um filme para se ver e rever. E para rir com gosto, mostrando que, mesmo nas situações mais dramáticas, é possível se encontrar a felicidade e uma amizade sincera.

Cotação: * * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: 01 César - "Melhor Ator 2012" - Omar Sy. Indicado a ainda 08 categorias no César. Omar Sy ainda ganhou de melhor ator  nos prêmios "Sakura 2012",  "Prix Lumiere´s 2012"  e  "Globo de Cristal 2012".

Crítica 26

terça-feira, 3 de julho de 2012

"PARA ROMA COM AMOR" ("TO ROME WITH LOVE", 2012)

File:To rome with love ver2.jpg
Poster do filme. fonte: www.en.wikipedia.org
O lançamento de Woody Allen para 2012 é uma continuação do "tour" europeu do diretor de Manhattan. O famoso diretor já esteve na "caliente" Espanha, com seu "Vicky Cristina Barcelona" , já andou mexendo na alta classe inglesa no brilhante "Match Point" e vivenciou uma Paris romântica no agradável "Meia-Noite em Paris". O último lançamento dele,  "Para Roma com Amor", é uma comédia romântica ambientada na Cidade Eterna italiana.

O filme é interessante, embora não seja um dos melhores do diretor americano. São várias histórias (quatro, para ser mais exato), não entrelaçadas. Umas são definitivamente melhores que as outras. Talvez pela presença de atores cômicos mais envolventes, a exemplo de Roberto Benigni.

Alguns atores não emprestam graça à trama. Sem dúvida, a parte mais chata é a que reúne Ellen Page e Alec Baldwin. Baldwin, aliás, não repete outras atuações mais inspiradas.

Por outro lado, temos as turmas de Woody Allen e de Roberto Benigni bem afinadas.

Woody Allen, na minha opinião, é engraçado até quando é sem graça. Ele está inspirado no filme, despertando várias gargalhadas com aquele jeitão meio "bobalhão", insistindo para que um cantor de chuveiro se torne um tenor de sucesso. Aliás, as cenas que envolvem esse cantor de chuveiro, sogro da filha de Allen no filme, rendem as melhores piadas do filme.

Já a trama que envolve Roberto Benigni é uma crítica disfarçada às subcelebridades, aquelas celebridades instântaneas, que desaparecem no mesmo ritmo que aparecem - rapidamente. Vide as "celebridades" advindas de "reality shows".

A ambientação romana é bastante interessante, com destaque para a hístória da moça que se perde por aquelas ruelas praticamente iguais e fica mais perdida ainda nos relacionamentos amorosos (e sexuais) posteriormente.

Enfim, é um filme bacana, que desperta muitas risadas. Bom, mas falta um tempero - ou talvez um roteiro melhor.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 18

terça-feira, 29 de maio de 2012

"HOMENS DE PRETO 3" ("MEN IN BLACK 3", 2012)

J e K. Men In Black 3 Official Site
Uma das séries cômicas "interplanetárias" mais engraçadas de todos os tempos está de volta: "Homens de Preto 3", que estreou essa semana (mais precisamente na sexta, dia 25 de maio) nos cinemas de todo o mundo.

Se o primeiro "Homens de Preto" agradou em cheio ("Men in Black", lançado em 1997, cotação ****) ao público, o segundo, embora sucesso de bilheteria, foi bem mais fraco como filme e diversão ("Men in Black II", lançado em 2002, cotação **). O terceiro vem, portanto, com o intuito de revigorar a série. E consegue.


Trata-se de um filme com um enredo bem bolado, que em certos momentos lembra "De Volta para o Futuro". O que é muito bom, diga-se de passagem.

"Boris, O Animal". Men In Black 3 Official Site.
A trama é bem amarrada e de fácil entendimento. Nela, os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) estão, no presente, lutando contra os alienígenas agressivos e mantendo a convivência pacífica dos humanos com os bons "Ets". Ocorre que o "temível" vilão "Bóris, o Animal", sem braço, consegue escapar da prisão - detalhe: na Lua (impossível não rir - quantos políticos brasileiros mereciam estar confinados por aquelas bandas!). A partir da escapada, o objetivo do vilão passa a ser voltar no passado e mudar o rumo da história, matando o "man in black" K (responsável pela sua prisão), dominando o mundo (não poderia faltar esse objetivo, claro!) e mantendo, obviamente, seu braço são. O ano da volta é 1969, o que nos remete ao lançamento da Apolo 11 à Lua. O que se sucede é uma aventura de volta ao tempo bem bacana, com J na difícil tarefa de tentar evitar a consumação do plano do vilão.

Josh Brolin faz o papel do jovem agente K, em 1969, e se sai muito bem.

Destaque também para o personagem "Griffin", um alienígena do bem extremamente carismático que ajuda, e muito, os homens de preto.

O filme é bastante enxuto, não havendo lugar para desperdícios de cena. Os efeitos especiais são  extremamente bem cuidados.  A aventura é alucinante.

Enfim, a película deu conta do recado, apresentando um roteiro bastante agradável e cheio de surpresas, incluindo um final sentimental.

Agradará, portanto, as platéias, àvidas por diversão em um mundo cada vez mais cheio de "alienígenas terrestres", que permeiam nossas vidas no dia a dia.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 12

domingo, 27 de maio de 2012

"LUZES DA CIDADE" ("CITY LIGHTS", 1931)

Charles Chaplin é, sem dúvida, um dos maiores nomes da história do cinema. Seus filmes, em sua maioria mudos, são a mais pura expressão de arte que a sétima arte já produziu. E "City Lights" ("Luzes da Cidade"), rodado em 1931, é uma de suas maiores obras-primas.

O enredo é simples, porém carregado de sentimentalismo. Nele, um vagabundo (Carlitos, claro), apaixona-se por uma florista cega. O que se sucede são cenas geniais, e engraçadíssimas, do vagabundo na sua incessante busca por ajuda no tratamento da cegueira de sua amada. Para isso, conta com a "amizade" de um milionário bêbado que, quando sóbrio, parece não se lembrar de Charlie...

Um dos maiores  filmes de todos os tempos, "Luzes" irradia perfeição do início ao fim. Aliás, dizem os historiadores da vida de Chaplin que o perfeccionismo era a sua marca registrada. Relatam, inclusive, que Charlie refilmou centenas de vezes algumas cenas do filme, em busca da sempre utópica cena perfeita.

Algumas cenas clássicas entraram para a história do cinema, a exemplo de Carlitos em uma noite de boxe, com o objetivo de juntar dinheiro para curar o mal da amada. A criatividade das cenas impressiona. A sua amizade com o bêbado milionário rende também momentos divertidíssimos, muito embora a relação gere mais solidão e tristeza que propriamente alegria para Carlitos.

O final,  emocionante, é tido por muitos como um dos melhores, e mais bonitos, da história do cinema.

Lirismo, risos, cenas geniais. Enfim, um dos melhores Chaplin e, por isso, um dos melhores filmes de todos os tempos. Para ver e rever, sempre com o mesmo prazer. 

Cotação: * * * * *

TOP 100- MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS

TOP 100 - MELHORES COMÉDIAS DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim. 

PRÊMIOS: Nenhum, embora tenha sido laureado como um dos melhores filmes de todos os tempos em várias escolhas da crítica especializada.

Crítica 11