quinta-feira, 7 de junho de 2012

"PÂNICO NA NEVE" ("FROZEN", 2010)

Olá!


File:Frozen Poster.jpg
Poster do filme. Fonte: en.wikipedia.org
Hoje vamos explorar no blog um gênero que ainda não "deu as caras" por aqui: o "thriller".

O "thriller" é o gênero cinematográfico que explora a sensação de medo nas pessoas. Para o blog, adotaremos duas denominações para expressar filmes do gênero "thriller": o suspense e o terror.

"Pânico na Neve" ("Frozen"), na classificação aqui adotada, é um suspense. E bem interessante.

Ultimamente, muitos filmes do gênero vem explorando a temática das "situações-limites". É gente perdida no meio do oceano ("Mar Aberto", 2003, cotação ***), pessoal que pula de um navio e não consegue voltar a bordo ("Pânico em Alto-mar", 2006, cotação *), família perdida no meio da selva africana ("Caçados", 2007, cotação ***), dentre outras idéias de roteiro.

Aqui, em "Frozen", a situação-limite é a de três jovens (dois homens e uma mulher) presos em um desses carinhos teleféricos na montanha, a uma altura considerável e a um frio congelante (daí o nome "Frozen", em inglês). A partir daí, inicia-se a jornada dramática dos jovens na luta pela sobrevivência, incluindo a iniciativa de um deles de pular do altíssimo lugar e de ter suas pernas quebradas, o que atrai uma manada de lobos famintos!

Muitas pessoas, na estréia do filme, sentiram náuseas de algumas cenas mais fortes. E, de fato, é preciso ter sangue frio para se ver algumas cenas da película.

Mas o filme tem alguns pontos negativos.

O primeiro: não há espaço nem mesmo para se torcer para as vítimas, já que não há outros personagens, notadamente familiares e policiais, com a intenção de ajudar os pobres congelados.

Ademais, em segundo lugar, os atores não emprestam aos personagens um carisma ideal, faltando, muitas vezes, emoção apta a gerar no espectador a vontade de torcer para que todos saiam vivos dali.

Assim, no balanço final, temos que o filme, embora com as falhas acima relatadas, certamente agradará boa parte dos espectadores, notadamente os que gostam de apreciar boas cenas de suspense.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum. Disputou o "Prêmio Saturno", mas perdeu para "Arreste-me para o Inferno".

Crítica 14

domingo, 3 de junho de 2012

"UMA SAÍDA DE MESTRE" ("THE ITALIAN JOB", 2003)


Fonte: en.wikipedia.org
A história de grandes roubos, e de grandes ações para concretizá-los, sempre chamou a atenção no cinema. É nisso que se ampara o enredo do filme "Uma Saída de Mestre".

O filme tem um elenco de peso. Nele, reuniram-se Mark Whalberg, Edward Norton, Charlize Theron e, em uma participação especial, o bom ator Donald Sutherland. Cada um deles defende bem seu personagem.

A sul-africana Charlize Theron, com sua característica beleza estonteante, aparece no papel de uma durona arrombadora de cofres chamada Stella. Segundo informações colhidas do "making of" do filme (vale a pena assistir), Charlize teve algumas aulas de arrombamento de cofres. E, segundo ela diz no mesmo "making of", o aprendizado foi muito bom, já que agora conhece todos os "três métodos" existentes para o serviço!

O enredo conta a história de um grande roubo de um cofre carregado de ouro, carga essa avaliada em 35 milhões de dólares. Ocorre que, enquanto ainda comemoravam o feito, e sonhavam com o futuro maravilhoso e rico, a gangue liderada por Charlie (Mark Whalberg) se vê em uma emboscada, chefiada por um aliado - Steve, papel que é defendido no filme por Edward Norton. O que ocorre depois é uma busca incessante pela recuperação do ouro perdido, com direito a muitas perseguições e planos mirabolantes.

As locações do filme, em Veneza (na cena inicial) e em Los Angeles/Hollywood (no epílogo), são maravilhosas. Todos os lugares turísticos principais aparecem, sendo de destaque a cena em que os "mini coopers" usados no filme simplesmente transitam no chão das estrelas hollywoodianas e vão em direção ao metrô da cidade!

Vale destacar que o filme não é um remake do antigo "The Italian Job", de 1969. O enredo é totalmente diverso. Apenas algumas inspirações foram buscadas.

"Uma Saída de Mestre" é um filme que, sem dúvida, pode agradar os fãs do cinema de ação. Mas muitos podem sentir falta de um pouco mais de adrelina. Somente duas cenas de ação são dignas de nota e merecem louvor: a primeira, inicial, nos canais de Veneza; e a segunda, no epílogo, em Los Angeles. O "recheio" do filme, às vezes, é entediante, e nisso reside o seu principal demérito.


Cotação: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 13

terça-feira, 29 de maio de 2012

"HOMENS DE PRETO 3" ("MEN IN BLACK 3", 2012)

J e K. Men In Black 3 Official Site
Uma das séries cômicas "interplanetárias" mais engraçadas de todos os tempos está de volta: "Homens de Preto 3", que estreou essa semana (mais precisamente na sexta, dia 25 de maio) nos cinemas de todo o mundo.

Se o primeiro "Homens de Preto" agradou em cheio ("Men in Black", lançado em 1997, cotação ****) ao público, o segundo, embora sucesso de bilheteria, foi bem mais fraco como filme e diversão ("Men in Black II", lançado em 2002, cotação **). O terceiro vem, portanto, com o intuito de revigorar a série. E consegue.


Trata-se de um filme com um enredo bem bolado, que em certos momentos lembra "De Volta para o Futuro". O que é muito bom, diga-se de passagem.

"Boris, O Animal". Men In Black 3 Official Site.
A trama é bem amarrada e de fácil entendimento. Nela, os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) estão, no presente, lutando contra os alienígenas agressivos e mantendo a convivência pacífica dos humanos com os bons "Ets". Ocorre que o "temível" vilão "Bóris, o Animal", sem braço, consegue escapar da prisão - detalhe: na Lua (impossível não rir - quantos políticos brasileiros mereciam estar confinados por aquelas bandas!). A partir da escapada, o objetivo do vilão passa a ser voltar no passado e mudar o rumo da história, matando o "man in black" K (responsável pela sua prisão), dominando o mundo (não poderia faltar esse objetivo, claro!) e mantendo, obviamente, seu braço são. O ano da volta é 1969, o que nos remete ao lançamento da Apolo 11 à Lua. O que se sucede é uma aventura de volta ao tempo bem bacana, com J na difícil tarefa de tentar evitar a consumação do plano do vilão.

Josh Brolin faz o papel do jovem agente K, em 1969, e se sai muito bem.

Destaque também para o personagem "Griffin", um alienígena do bem extremamente carismático que ajuda, e muito, os homens de preto.

O filme é bastante enxuto, não havendo lugar para desperdícios de cena. Os efeitos especiais são  extremamente bem cuidados.  A aventura é alucinante.

Enfim, a película deu conta do recado, apresentando um roteiro bastante agradável e cheio de surpresas, incluindo um final sentimental.

Agradará, portanto, as platéias, àvidas por diversão em um mundo cada vez mais cheio de "alienígenas terrestres", que permeiam nossas vidas no dia a dia.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

Crítica 12

domingo, 27 de maio de 2012

"LUZES DA CIDADE" ("CITY LIGHTS", 1931)

Charles Chaplin é, sem dúvida, um dos maiores nomes da história do cinema. Seus filmes, em sua maioria mudos, são a mais pura expressão de arte que a sétima arte já produziu. E "City Lights" ("Luzes da Cidade"), rodado em 1931, é uma de suas maiores obras-primas.

O enredo é simples, porém carregado de sentimentalismo. Nele, um vagabundo (Carlitos, claro), apaixona-se por uma florista cega. O que se sucede são cenas geniais, e engraçadíssimas, do vagabundo na sua incessante busca por ajuda no tratamento da cegueira de sua amada. Para isso, conta com a "amizade" de um milionário bêbado que, quando sóbrio, parece não se lembrar de Charlie...

Um dos maiores  filmes de todos os tempos, "Luzes" irradia perfeição do início ao fim. Aliás, dizem os historiadores da vida de Chaplin que o perfeccionismo era a sua marca registrada. Relatam, inclusive, que Charlie refilmou centenas de vezes algumas cenas do filme, em busca da sempre utópica cena perfeita.

Algumas cenas clássicas entraram para a história do cinema, a exemplo de Carlitos em uma noite de boxe, com o objetivo de juntar dinheiro para curar o mal da amada. A criatividade das cenas impressiona. A sua amizade com o bêbado milionário rende também momentos divertidíssimos, muito embora a relação gere mais solidão e tristeza que propriamente alegria para Carlitos.

O final,  emocionante, é tido por muitos como um dos melhores, e mais bonitos, da história do cinema.

Lirismo, risos, cenas geniais. Enfim, um dos melhores Chaplin e, por isso, um dos melhores filmes de todos os tempos. Para ver e rever, sempre com o mesmo prazer. 

Cotação: * * * * *

TOP 100- MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS

TOP 100 - MELHORES COMÉDIAS DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim. 

PRÊMIOS: Nenhum, embora tenha sido laureado como um dos melhores filmes de todos os tempos em várias escolhas da crítica especializada.

Crítica 11

terça-feira, 22 de maio de 2012

"OS VINGADORES" ("THE AVENGERS", 2012)

File:TheAvengers2012Poster.jpgO sonho de consumo dos admiradores das histórias em quadrinhos, notadamente os da Marvel, é, justamente, a formação de uma liga de super-heróis. É o que acontece no filme "Os Vingadores" ("The Avengers"), que estreou nos cinemas de todo o mundo em 2012.

A história, em si, é simples. O irmão mau de Thor, Loki de Asgardia, vem à Terra com o único objetivo de conseguir o Tesseract, uma forma de energia de potencial desconhecido, capaz, pelo menos teoricamente, de dominar o mundo. Ainda recebe a ajuda dos Chitauri, um exército alienígena de demônios que vaga pelo espaço. Contra esses vilões, e após o furto do Tesseract, que dá razão à aventura, a única esperança da Terra é justamente os "Vingadores", grupo formado pelo Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Arqueiro e Viúva Negra.


Algumas cenas do filme lembram grandes filmes de ação ininterrupta.


Mas o melhor da história é justamente as constantes piadas advindas da notável brutalidade do personagem Hulk. A sua ausência de cérebro e a brutalidade característica são muito interessantes, constituindo a vertente cômica surpreendente do filme. Também Robert Downey Jr., que vive o "Homem de Ferro",  tenta, sem sucesso, ser engraçado. Mais engraçado que o "Iron Man" foi o "Capitão América", que parece viajar no tempo, literalmente!

O ponto negativo da película reside justamente na pouca densidade do Vilão Loki. É um personagem fraco. Que diga o Hulk!  Aliás, ultimamente os filmes da Marvel não apresentam vilões brilhantes, mas apenas medianos.

Fora isso, a grande expectativa gira em torno das cenas de destruição de Nova Iorque, que são realmente boas. Dessa vez, no entanto, deixaram o Empire State Building em pé, o que demonstra criatividade do roteirista...

Enfim, não é o melhor filme de heróis da Marvel, está longe de ser, mas é um bom entretenimento.

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum. Foi indicado ao Oscar de "Melhores Efeitos Visuais" e ao BAFTA na mesma categoria.

Crítica 10



MOSTRA DE CINEMA NA SALA HUMBERTO MAURO

Para quem curte cinema policial da mais alta qualidade, a dica é a mostra "O Crime tem seu Encanto", no Palácio das Artes.

Apesar da infeliz escolha do nome da mostra (crime nunca tem encanto algum!- quem tem  "encanto" é o cinema e os bons filmes), há filmes de diretores de escol, a exemplo de Stanley Kubrick, Martin Scorsese e Quentin Tarantino. Vale a visita! 

A mostra é gratuita. Basta chegar com meia hora de antecedência ao local.

A programação (horário/filme/diretor/censura/duração do longa):

21 SEG
16h30 | Serpico, de Sidney Lumet | (12 anos) | 130'
21h30 | O Grande Golpe, de Stanley Kubrick | (12 anos) | 89'

22 TER
17h | Era uma vez na América, de Sergio Leone | (14 anos) | 229'
21h | Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese | (14 anos) | 145'

23 QUA
16h | Fogo contra Fogo, de Michael Mann | (14 anos) | 170'
19h | Caminhos Perigosos, de Martin Scorsese | (16 anos) | 112'
21h | O Ano do Dragão, de Michael Cimino | (16 anos) | 134'

24 QUI
19h30 | Fogos de Artifício (Hana-bi), de Takeshi Kitano | (16 anos) | 103'
21h30 | Cotton Club, de Francis Ford Coppola | (14 anos) | 127'

25 SEX
15h30 | O Ano do Dragão | (16 anos) | 134'
18h | Pulp Fiction, de Quentin Tarantino | (18 anos) | 154'
21h | Serpico, de Sidney Lumet | (12 anos) | 130'

domingo, 20 de maio de 2012

"FEITIÇO DE ÁQUILA" ("LADYHAWKE", 1985)

Olá!

Vamos falar um pouco de "Ladyhawke", o "Feitiço de Áquila", filme símbolo dos anos oitentas.

"O Feitiço" é, sem dúvida, uma das melhores aventuras românticas daqueles anos, transpondo para a telona uma história de amor impossível, uma lenda fascinante.

O enredo, ambientado na era medieval, gira em torno de uma maldição do Bispo de Áquila, cujo objetivo era não permitir, por ciúmes, o desenrolar do romance de dois amantes, Isabeau e Navarro. Para conseguir seu desiderato, o Bispo lançou sua terrível praga: a mulher se transformaria em falcão durante o dia (a "Ladyhawke", que dá nome à película no título original) e o homem em lobo no período noturno. Assim, nunca se encontrariam.

Para os papéis principais, foram escalados Rutger Hauer, como "Navarro" e Michelle Pfeiffer, como "Ladyhawke Isabeau". Ambos são bons atores e não desafinam. Rutger vinha de um grande sucesso, "Blade Runner", e não deixou a "peteca cair". Michelle, por outro lado, está no auge de sua beleza, o que não é pouco, já que se trata de uma das mais belas atrizes de todos os tempos.

Além de Michelle e Rutger, merece destaque a atuação de Matthew Broderick, o mesmo que fez "Curtindo a Vida Adoidado". Em "Feitiço", Matthew vive Phillipe Gaston, o "Rato", um larápio que acaba se regenerando  e ajudando o casal a se libertar da tal maldição. Como sempre, o bom ator com rosto de garoto se sai bem no papel desempenhado.

Vale destacar ainda que o diretor do filme é o bom Richard Donner, que dirigiu de maneira soberba o  "Superman" de 1978.

Cumpre ressaltar, também, que são louváveis as locações do filme, a maioria na Itália, na região de L´Aquila, a mesma que foi destruída há alguns anos por um terremoto.

O aspecto negativo fica por conta da fraquíssima trilha sonora, que não acompanha à altura a beleza da trama, e a atuação do ator que fez o "Bispo de Áquila", totalmente inexpressivo - um vilão bastante fraco, enfim. Deveriam ter chamado F. Murray Abraham (o mesmo que fez "Amadeus") para o papel, seria perfeito.

Mas esses aspectos negativos são desprezíveis, diante da bem engendrada trama.

Trata-se de um filme que, certamente, agradará, e muito, pelo romantismo, ao público feminino e adolescente. Um dos melhores exemplares do romantismo no cinema dos anos 80.

Cotação: * * * *

TOP 100- MELHORES FILMES DE FANTASIA DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Não (foi deficitário).

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum. Foi indicado a 02 Oscars: "Melhor Mixagem de Som 1985" e "Melhor Edição de Som 1985". Ganhou o "Saturn Award" de "Melhor Filme de Fantasia" 1985.

Crítica 09