sábado, 9 de abril de 2016

BATMAN VS SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA ("BATMAN VS SUPERMAN - DAWN OF JUSTICE", 2016)

O cinema nunca teve uma rivalidade igual - Marvel vs DC Comics. A Marvel vem lançando muito mais filmes, e eis que a DC aparece com uma "rivalidade" entre dois de seus heróis mais famosos - Batman, o "Homem-Morcego" e Superman, o "Homem de Aço", em um filme que não faz jus à fama: "Batman vs Superman - A Origem da Justiça". 

É um filme fraco, com roteiro capenga e cheio de furos. Começa com uma destruição de metrópole que lembra o fatídico 11 de setembro - é a batalha final entre Superman e Zod do filme do Superman anterior (só que isso não é explicado, o espectador tem que adivinhar ou se lembrar, caso tenha visto). Ocorre que tal destruição não trouxe consigo nexo nenhum com o desenrolar da trama nem com o resultado final. Ou seja, só serviu mesmo para se lembrar, com muito mau gosto, daquele dia do desastre das torres gêmeas.

Dos personagens, pouca coisa se salva. Talvez Amy Adams, bela e interessante como sempre, seja a maior atração do elenco vivendo a namorada do Superman Lois Lane. Mas mesmo ela não se dá bem, tendo atuação apenas regular.

Henry Cavill, como Superman, também não convence muito. Para quem acostumou-se com o jeito bobalhão e divertido de Cristopher Reeve na pele do herói, não se convence muito com qualquer um. E é bem isso. Reeve tinha o "timing" certo para fazer o papel; Cavill se esforça, mas nunca está à vontade, além de ser um super-herói mais sério.  Seriedade, aliás, que é a tônica do filme: não há uma única piada (o senso de humor foi deixado de lado!).

O Batman de Ben Affleck também não convence. Aliás, nunca se viu um Batman tão beirando o ridículo como esse - sapatos enormes, uma armadura que não convence... E um Ben Affleck pouco natural como o "Homem-Morcego".  O seu fiel escudeiro, Alfred, também aparece mais atuante: em vez de ser um simples mordomo, é um assessor. O ator que encarna Alfred parece-se muito com o Homem de Ferro, mas esse personagem é da Marvel...

Achei que o vilão Lex Luthor soou interessante, embora essa não tenha sido uma opinião unânime entre os críticos. Acho que Jesse Eisenberg deu um tom mais juvenil e psicótico ao personagem, principal inimigo do Superman e que, desta vez, usou e abusou de sua vontade em causar dissídios entre os dois heróis principais da trama. Chegou ao ponto de criar um terrível personagem, que serviu de mote à batalha final (que não foi a de Batman vs Superman).

Destaque também para a aparição da "Mulher Maravilha". Embora não seja tão linda como a Mulher Maravilha dos anos setenta, a atual Mulher Maravilha foi uma das melhores aparições do filme. A cena de maior impacto da trama tem a sua presença. Ela também foi a responsável por apresentar outros heróis da Liga da Justiça (Aquaman, Flash), uma das próximas atrações da DC Comics.

A batalha entre Batman e Superman, gerada após o sequestro da genitora do "Homem de Aço", que dá titulo ao filme, revelou-se um pouco vazia de sentido, já que partia de um pressuposto pouco consistente de que o Superman seria um vilão - a trama não consegue explicar minimamente o porquê.

Mais de duas horas e meia depois, fica o gostinho de que a película poderia ser melhor. Esperemos a próxima jornada.

Cotação: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim, mas não estrondoso.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Opiniões divididas.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

APOSTAS PARA O OSCAR 2016!

FILME: Spotlight. O Regresso e  A Grande Aposta têm chances.

DIRETOR: George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria). Alejandro Inarritú disputa firme.

ATOR: Leonardo di Caprio (O Regresso).

ATRIZ: Brie Larson (O Quarto de Jack)

ATOR COADJUVANTE: Silvestre Stallone (Creed). Pode ganhar Mark Rylance (Ponte dos Espiões).

ATRIZ COADJUVANTE: Kate Winslet (Steve Jobs). Alicia Viklander (A Garota Dinamarquesa) pode ganhar.

ROTEIRO ORIGINAL: Spotlight.

ROTEIRO ADAPTADO: A Grande Aposta.

MONTAGEM: A Grande Aposta. Mad Max: Estrada da Fúria pode levar.

FOTOGRAFIA: O Regresso.

FIGURINO: Mad Max: Estrada da Fúria.

MAQUIAGEM: Mad Max: Estrada da Fúria

DIREÇÃO DE ARTE: Mad Max : Estrada da Fúria.

EFEITOS VISUAIS: Star Wars.

TRILHA SONORA: “Os Oito Odiados”

CANÇÃO ORIGINAL: Til it Happens to You (The Hunting Ground)

ANIMAÇÃO: Divertida Mente

FILME ESTRANGEIRO: Filho de Saul

DOCUMENTÁRIO: Amy.

EDIÇÃO DE SOM: O Regresso.

MIXAGEM DE SOM: O Regresso.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

APOSTAS PARA OSCAR 2015

As apostas do blog para o Oscar 2015: 

Melhor filme""Boyhood"  e "Birdman" são os favoritos. "O Jogo da Imitação" tem chances. Birdman é a aposta.   

Melhor diretor Alejandro Gonzáles Iñárritu ("Birdman")

Melhor ator: Michael Keaton ("Birdman"). Eddie Redmayne ("A Teoria de Tudo") é favorito pela crítica.

Melhor ator coadjuvanteJK Simmons ("Wiplash").

Melhor atriz: Julianne Moore ("Para sempre Alice")

Melhor atriz coadjuvante: Patricia Arquette ("Boyhood")

Melhor filme em língua estrangeira:  "Ida" (Polônia)

Melhor animação "Como treinar o seu dragão 2"

Melhor roteiro original :  Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo ("Birdman")

Melhor roteiro adaptadoGraham Moore ("O jogo da imitação")


Melhor fotografia: Emanuel Lubezski ("Birdman").

Melhor ediçãoWilliam Goldenberg ("O jogo da imitação")

Melhor design de produção: "O grande hotel Budapeste"

Melhores efeitos visuais: Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould ("Guardiões da Galáxia"). A crítica aponta "Planeta dos Macacos - O Confronto" como favorito.

Melhor figurinoMilena Canonero ("O grande hotel Budapeste")

Melhor maquiagem e cabeloFrances Hannon e Mark Coulier ("O grande hotel Budapeste")

Melhor trilha sonora: Alexandre Desplat ("O grande hotel Budapeste")

Melhor canção: "Glory", de John Stephens e Lonnie Lynn ("Selma")

Melhor edição de som:  Sniper Americano.

Melhor mixagem de som:  Sniper Americano.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

COTAÇÕES PARA ALGUNS FILMES VISTOS RECENTEMENTE

Touro Indomável ("Raging Bull", 1980): * * * * *

Footloose ("Footloose", 1984) : * * *

O Candidato Honesto (2014): * *

Tim Maia (2014): * * *

Invocação do Mal ("The Conjuring", 2013) : * * * 1/2

Se Beber Não Case - Parte III ("The Hangover Part III , 2013): *

domingo, 4 de maio de 2014

"AMANTE A DOMICÍLIO" ("FADING GIGOLO", 2013)

File:Fading Gigolo poster.jpgWoody Allen é sempre uma atração à parte, seja como diretor, seja como ator. É ele que empresta vida a um filme apenas mediano: "Amante a Domicílio", de John Turturro.
 
Allen vive Murray, um personagem extremamente engraçado - é uma espécie de cafetão, que quer ganhar dinheiro às custas de um amigo. Assim, inicia a prostituição do amigo em meio a um bairro extremamente conservador, composto basicamente de judeus ortodoxos. Só não contava com o envolvimento do "gigolô" com uma judia ortodoxa. E com o conservadorismo do bairro judeu.  A partir dessa premissa, desenrolam-se situações engraçadas, outras nem tanto.
 
O filme tem até uma premissa e um desenho de roteiro interessantes. Ocorre que o diretor não consegue desenvolver a contento o argumento. Assim, as situações engraçadas são escassas e pouco exploradas; alguns atores encenam personagens sem alma;  a história de amor tem um desfecho decepcionante; e o suposto conservadorismo dos judeus ortodoxos também não é devidamente explorado.
 
Desse modo, o filme é apenas regular. Um desperdício de roteiro, talentos e da veia cômica de Allen.
 
Cotação: * *
 
SUCESSO DE BILHETERIA: Não.
 
SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.
 
SUCESSO DE CRÍTICA: No Brasil, sim. No exterior, não.
 
PRÊMIOS: Nenhum.  

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"CAPITÃO AMÉRICA 2- O SOLDADO INVERNAL" ("CAPTAIN AMERICA 2 - THE WINTER SOLDIER", 2014)

Capitão América está de volta. Mais um filme Marvel? Não. É "o filme Marvel", a maior diversão que a empresa produziu a seus espectadores em muitos anos. Estamos falando da superprodução "Capitão América 2- O Soldado Invernal".
 
Um filmaço. O roteiro ágil, cheio de ação, transforma a aventura em um entretenimento de primeira. O longa conta a história de um Steve Rogers nos tempos atuais, depois de muitos anos "congelado", surpreendido por uma organização "Shield" infiltrada por muitos membros da Hydra, uma outra organização, só que do mal. Passa-se então à luta contra os traidores e malfeitores, chegando-se ao ponto de um amigo do Capitão perguntar quem era do bem e quem era do mal, no que o Capitão América responde: "aquele que não atirar em você".
 
O filme tem uma pitada de humor deliciosa, como na cena da lista das coisas que o Capitão perdeu enquanto estava adormecido. Conta-se que a tal lista varia de país para país, e só mesmo no vídeo é que poderemos ver as pérolas da lista "brasileira". Espero que não conste as mulheres frutas, as filósofas contemporâneas, dentre outras aberrações que fazem sucesso em nosso país, à custa da falta de informação da maioria da população.
 
O ator Chris Evans é sem carisma, mas não compromete o resultado final. Convenhamos, é tanta ação que fica difícil qualquer ator atrapalhar a trama. Tem também um personagem simpático, o Falcon, que voa e ajuda muito o protagonista.
 
O longa conta ainda com Scarlett Johansson (exuberante nas cenas de luta, como a viúva negra), Robert Redford (um pouco fora de forma, como o maior dos vilões) e Samuel L. Jackson (como Nick Fury, que passou muito aperto em uma das melhores cenas do filme).
 
Interessante também foram as mensagens do filme. Uma delas, a da força da amizade, em que o herói desiste de lutar contra o seu inimigo atual (o tal "soldado invernal", humano que sofre uma lavagem cerebral e se torna uma máquina de matar) que, anos atrás, era seu principal companheiro de lutas.
 
 Enfim, uma diversão de primeira, no melhor filme da grife "Marvel". Entretenimento elevado à máxima potência!
 
Cotação: * * * *
 
SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.
 
SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.
 
SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.
 
PRÊMIOS: Nenhum.
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"NOÉ" ("NOAH", 2014)

Ficheiro:Noah2014Poster.jpgO cinema tem como uma de suas fontes inesgotáveis de roteiro justamente a Bíblia, o livro mais lido e comprado do mundo em todos os tempos. E a história da "Arca de Noé", que salva os animais, tidos como seres inocentes em um mundo devastado pelo pecado e pela corrupção, do dilúvio, é uma das mais famosas passagens do livro sagrado. "Noé", com Russel Crowe, retrata essa passagem biblíca, embora com muitas modificações.
 
Para início de resenha, devo dizer que não gostei do filme. E o meu desprezo pela película não advém propriamente de questões religiosas, mas sim por uma série de fatores ligados à arte cinematográfica, como roteiro e atuação dos atores.
 
Achei Russel Crowe um perfeito canastrão na pele de Noé. No imaginário popular - e também na história biblíca - o personagem Noé, neto de Matusalém, era um senhor extremamente velho, com mais de quinhentos anos de idade. Russel não aparenta isso, embora esteja longe da forma e do aspecto físico apresentados no sucesso "Gladiador". Não gosto dele como ator, e sua atuação, especialmente nesse filme, está longe de causar comoção.
 
O mesmo se pode dizer das atrizes (Emma Watson e Jennifer Connely) e atores coadjuvantes, sendo o pior do filme justamente o vilão, caricatural e sem personalidade.
 
Mas esses não são os únicos defeitos do filme. O roteiro desperdiça uma ótima chance de contar uma história digna, com um viés ambiental (tão em voga atualmente) e com uma mensagem sublime. Nada disso acontece. O roteiro transforma Noé em uma figura até vingativa, não honrando o Noé da Biblía, tratado, inclusive, pela alcunha de "Princípe da Justiça". O que dizer de um Noé que não aceita as duas netas, prometendo matá-las ao nascer?  Um Noé que passa o tempo todo pensando em matar duas crianças indefesas, chegando, ao final, a ponto de empunhar uma faca contra as inocentes... Uma cena de suspense de extremo mau gosto!
 
 E, para piorar, o filme lança novos personagens, chamados "guardiões", que mais parecem "transformers" da idade da pedra, sem nenhum charme e muito caricaturais.
 
Fica uma pergunta: o mundo nosso de hoje precisa ser reconstruído? Os sentimentos bons devem prevalecer? A resposta para ambas as questões só pode ser afirmativa. "Noé" e sua arca contam uma história bem atual. A luta pela preservação da natureza passa pela conservação do ambiente em que vivemos, dos bons tratos com os animais, enfim, do desenvolvimento sustentável. Um mundo em que as gerações futuras possam ter boa qualidade de vida.
 
Vamos tentar tirar essa lição do filme, abstraindo-se todas as suas imperfeições e incoerências. Afinal de contas, nem sempre o cinema dá conta de transmitir o recado. No caso de "Noé", não conseguiu. .
 
Cotação: * *
 
SUCESSO DE BILHETERIA: Não.
 
SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.
 
SUCESSO DE CRÍTICA: Não.
 
PRÊMIOS: Nenhum.