segunda-feira, 3 de março de 2014

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO ("12 YEARS A SLAVE", 2014)

File:12 Years a Slave film poster.jpgUm drama histórico, que retrata um período importante da história dos Estados Unidos. Estamos falando do grande vencedor do Oscar 2014, "12 Anos de Escravidão".  

A Academia resolveu eleger esse filme como o melhor de 2014 por seus méritos dramáticos. Não chega a ser uma história inovadora, ou mesmo inédita, mas as cenas fortes e cheias de impacto convenceram os eleitores do prêmio mais festejado e aguardado da sétima arte.

Particularmente, gostei do filme. Acho que poderia ser um pouco mais resumido mas, de maneira geral, a obra do diretor McQueen agrada os espectadores.

A atuação de Chiwetel Ejiofor, ator britânico especialista também em televisão e teatro, é simplesmente marcante. Ele imprime uma densidade dramática no personagem bastante convincente. Trata-se do negro Salomon Northrup, que era livre mas foi sequestrado por dois homens, sob o pretexto de um trabalho em Washington. Acorda acorrentado, com outro nome (Platt) e sem nenhuma perspectiva, a não ser o árduo trabalho de escravo, vivendo dessa maneira pelos doze anos que dão título ao filme. 

Não fossem os concorrentes de peso ao Oscar desse ano, certamente Chiwetel teria boas chances de levar o prêmio máximo do cinema. 

Tocante mesmo, no entanto, é a atuação da queniana Lupita Nyong´o. Ela faz Patsie, uma escrava que sofre vários abusos, principalmente de Edwin Epps, personagem este vivido com maestria por Michael Fassbender (que, aliás, é um ótimo ator e foi indicado ao Oscar de Coadjuvante, mas sem sucesso). Não se sabe ainda o futuro da atriz negra, mas ela demonstrou um bom talento, vivendo essa personagem interessante e marcante.

Como ponto negativo, destaco a pouca densidade dramática do reencontro de Salomon com sua família, doze anos depois. Não me pareceu muito convincente a emoção apresentada.

O filme é adaptado de um romance escrito pelo próprio Salomon ainda no século XIX. Ganhou, merecidamente, o Oscar de roteiro adaptado, o que demonstra coerência da Academia ao conjugar melhor filme e melhor roteiro adaptado.

Enfim, um bom filme dramático que venceu o Oscar, mas que não deve ser inesquecível e nem se tornará um clássico.

Cotação: * * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS

3 Oscars (Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante para Lupita e Melhor Roteiro Adaptado).

Globo de Ouro - Melhor Filme Dramático.

sábado, 1 de março de 2014

OSCAR 2014 - AS APOSTAS DO BLOG

Aqui estão as apostas do blog para o Oscar 2014. Vamos à lista (as apostas estão em azul):

Filme : 12 Anos de Escravidão.  Podem ganhar ainda "Trapaça" e "Gravidade".

Ator : Matthew MacConaughey (Clube de Compras Dallas).

Atriz: Cate Blanchett (Blue Jasmine).

Ator Coadjuvante: Jared Leto (Clube de Compras Dallas). Pode ainda ganhar o somaliano de "Capitão Phillips". 

Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong´o (12 Anos de Escravidão). Pode ainda ganhar Jennifer Lawrence, por "Trapaça".

Diretor : Alfonso Cuarón (Gravidade). Ainda pode ganhar David Russel, por "Trapaça".

Roteiro Original: Ela.

Roteiro Adaptado: 12 Anos de Escravidão.

Animação: Frozen.

Filme Estrangeiro: A Grande Beleza (Itália).

Canção: Mandela.

Fotografia: Gravidade.

Edição: Gravidade.

Design de Produção: O Grande Gatsby.

Figurino: O Grande Gatsby.

Trilha Sonora: Ela.

Efeitos Especiais: Gravidade.

Mixagem de Som: Gravidade.

Edição de Som: Gravidade.




domingo, 9 de fevereiro de 2014

"TRAPAÇA" ("AMERICAN HUSTLE", 2013)

File:American Hustle 2013 poster.jpgO grande favorito ao Oscar 2014 não é, definitivamente, um dos meus favoritos, nem como "melhor do ano", nem como um dos "melhores todos os tempos". Mas "Trapaça", a comédia de "golpes" e "falcatruas", parece estar fortemente cativando a Academia.

E muito do fascínio se deve à atuação do quarteto principal de atores - Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.

A história é simples. Trata-se de dois vigaristas, Irving  (Bale) e Sidney (Adams),  que atuam no mercado vendendo obras de artes falsificadas, além de outros golpes. Certa feita, são surpreendidos por um agente do FBI, que passa então a tê-los sob domínio, e a fazer chantagens. Assim, o policial tenta cumprir seu objetivo de prender políticos sem escrúpulos, armando-se a partir daí novas confusões envolvendo ele e os dois vigaristas.

Não gostei do desenrolar da trama. O filme é arrastado, sem brilho. Enfim, sem uma narrativa que prenda a atenção do espectador. Parece um pouco filme de Scorsese, e acho até que seja mesmo uma homenagem ao diretor americano, mas não tem o mesmo ritmo das obras daquele mestre, a exemplo mesmo de "O Lobo de Wall Street". Alías, o "Lobo" foi lançado na mesma safra de "Trapaça" e nos apresenta também um vigarista profissional, só que no ramo da corretagem. Aqui, em "Trapaça", também há os vigaristas, mas a graça é bem menor. Não se sustenta como uma comédia de humor negro inesquecível.

O ponto positivo do longa é a atuação soberba dos atores principais e coadjuvantes, conforme já ressaltado linhas atrás. Bale está estupendo como Irving; Cooper demonstra a sua evolução como ator encarnando o agente do FBI; Adams como Edith/Sidney (a vigarista usava os dois nomes) está próxima da perfeição; e Jennifer Lawrence, como a histérica e engraçada esposa de Irving, demonstrando mais uma vez a sua ascensão na carreira. 

Outro ponto marcante é a estupenda trilha sonora.

David Russel vem caminhando bem em Hollywood, emplacando mais esse sucesso de crítica e de bilheteria. Embora ainda ache que ele já teve momentos mais felizes, a exemplo de "O Lado Bom da Vida".

Está mais fácil ser um "cult movie" que um "clássico", e assim poderá ser lembrado no futuro. Mas será um marco na carreira de alguns atores, como Bale, Adams, Cooper e Lawrence.


Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Vários.

Indicado a 10 Oscars; 

Ganhou 3 Globos de Ouro (Melhor Filme Comédia ou Musical; Melhor Atriz Comédia ou Musical para 
Amy Adams; Melhor Atriz Coadjuvante para  Jennifer Lawrence); 

Indicado a 10 BAFTAs.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CAPITÃO PHILLIPS (“CAPTAIN PHILLIPS”, 2013)

File:Captain Phillips Poster.jpgTom Hanks estava um pouco sumido dos filmes de sucesso. Reapareceu em uma boa obra de suspense, “Capitão Phillips”, do diretor Paul Greengrass.

E reapareceu em grande estilo. A sua atuação como o capitão que teve seu enorme navio seqüestrado por piratas somalianos é excelente, embora não tenha levado indicação ao Oscar. Talvez por já ser tão premiado, e ter tido outras atuações na carreira tão boas ou melhores que essa. Mas o fato é que o contraponto entre o capitão Phillips e o pirata somaliano Muse, vivido por Barkhad Abdi (esse sim, indicado ao Oscar) é a maior atração do filme.

A situação tensa da região do chamado “Chifre da África” (que engloba, além da Somália, Etiópia, Eritreia e o Djbuti), caracterizada pela fome e miséria, tem nos piratas o seu maior reflexo. Mercenários, e loucos por esse "emprego" (um dos únicos rentáveis naquele país), os piratas somalis seqüestram navios gigantescos com seus pequenos barcos. É essa a situação retratada no filme, com ares de grande veracidade, tudo pela mão competente de Paul Greengrass, o mesmo diretor do excelente filme “Voo United 93”.

Conforme ressaltado acima, o filme tem na atuação de seus dois atores principais o seu ponto mais forte. Barkhad Abdi, vale dizer, é um somali e nunca havia atuado em um filme, o que demonstra ainda mais o seu merecimento pela indicação ao prêmio máximo do cinema. Não deve levar, mas sua atuação é realmente empolgante e marcante.

O filme tem um suspense bastante interessante, embora seja um pouco longo. E isso é um dos pontos fracos da película – muitas cenas poderiam ser eliminadas.  A cena final de Hanks me soou um pouco exagerada e parece ter sido feita somente para justificar uma possível indicação ao Oscar, que não ocorreu.

Mas é uma obra acessível ao grande público e que certamente agradará os amantes da sétima arte.

Cotação: * * * ½

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Ganhou 4 indicações ao Globo de Ouro, mas não levou nenhuma estatueta. 6 indicações ao Oscar 2014 (melhor filme, melhor ator coadjuvante para Barkhad Abdi, melhor roteiro adaptado para Billy Ray, melhor edição, melhor edição de som, melhor mixagem de som).



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

“A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS” (“THE BOOK THIEF”, 2014).

Ficheiro:A-Menina-que-Roubava-Livros-poster.jpgHollywood tem investido cada vez mais na adaptação de livros de sucesso. “A Menina que Roubava Livros”, história adaptada do livro homônimo do australiano Markus Zusak, é mais um desses filmes.

O longa, ambientado no período do auge, e da derrocada, do regime nazista, conta a história de Liesel, filha de pais adotivos, que resolve aprender a ler da maneira mais inusitada possível – roubando livros, principalmente da biblioteca do Prefeito e de sua esposa. A história perpassa os momentos mais trágicos da guerra, como o bombardeio das cidades alemãs. E a trama se desenrola com esse pano de fundo. Mas o momento crucial é justamente quando um judeu passa a ficar escondido na casa dos pais adotivos de Lisa. De nome Max, é ele que escuta a leitura que a menina faz dos livros roubados. Paralelamente, desenvolve-se uma história de amizade e amor entre a menina e um menino, de nome Rudy (Nico Liersch).

A atuação da jovem Sophiel Nélisse como Liesel é tocante, mas não chega a ser emocionante. Aliás, o filme como um todo não traz esse sentimento de emoção ao público. Talvez a narrativa peque por ser superficial, por apresentar personagens muitas vezes sem o necessário aprofundamento. Um exemplo de personagem fraco é Max; outro, a esposa do Prefeito, que em certo momento compartilha os livros de sua biblioteca com a menina.

A amizade entre Liesel e Max deveria ter sido melhor explorada. Max passa o tempo todo em estado letárgico, sem nenhuma contribuição para o desenrolar da trama. Acorda para ver o bombardeio, e só.

Embora brilhantes, os atores Geoffrey Rush e Emily Watson, como os pais adotivos da menina, também ficaram presos à superficialidade do roteiro, não desenvolvendo seus personagens a contento - ou no nível que o talento dos atores merece.

Por tudo isso, chega-se à conclusão que o filme provoca emoção pequena e instantânea. Ou seja, não ficará na memória dos espectadores. Não gera impacto, nem emoção forte. Apenas uma obra regular. Dizem que o livro é bem melhor. 

Cotação: * * 

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum, por enquanto.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"O LOBO DE WALL STREET" ("THE WOLF OF WALL STREET", 2013)

File:WallStreet2013poster.jpgA parceria Scorsese (diretor) e Di Caprio (ator) já rendeu bons filmes, sendo "Os Infiltrados" ("The Departed", 2006), vencedor de 4 (quatro) Oscars, incluindo melhor filme e diretor, o mais famoso deles. Mas em nenhuma das películas anteriores a dupla esteve tão afinada como em "O Lobo de Wall Street", um dos grandes lançamentos da temporada. 

DiCaprio tem aqui a atuação de sua vida. Ele encarna com perfeição Jordan Belfort, que ficou conhecido na corretagem nova-iorquina com a sugestiva alcunha de "Lobo de Wall Street". Um perfeito apelido para um homem ávido por dinheiro e fama. Vale aqui dizer que o personagem Belfort não é um herói, e nem devemos vê-lo como tal. Então, uma primeira advertência: não deixe a atuação de DiCaprio te convencer do contrário. A atuação do ator americano é tão convincente que o drogado e golpista personagem passa a ser visto até com certa simpatia - o que gerou, inclusive, crítica por parte das pessoas prejudicadas pelos atos criminosos dele na vida real.

O longa conta a história verídica de Jordan Belfort, com todos os desdobramentos mais importantes de sua vida e carreira, a exemplo dos dois casamentos (o primeiro, com uma cabeleireira; o segundo, com uma modelo); a perda do primeiro emprego; a vida pautada em drogas e mulheres fúteis; a fundação de uma empresa especializada em venda de ações de empresas fracas de mercado; a veia motivacional e de liderança, que arrebatou vários corretores que se tornaram cúmplices de seus crimes.

É uma comédia sensacional. Muitas vezes, o personagem de DiCaprio lembra líderes de algumas religiões com seus discursos motivacionais e supostamente transformadores da vida de cada indivíduo ali envolvido no negócio. Ávido por dinheiro e riqueza, não cansa de humilhar outras pessoas e estabelecer o discurso de que o mais importante na vida é o ter, não o ser. Em uma das cenas, depois do uso de drogas (uma constante no filme), Jordan rasteja, buscando seu carro ultramoderno, no que podemos classificar de uma das sequências mais engraçadas da história do cinema.

A atriz Margot Robbie desempenha com altivez sua personagem, Naomi, a segunda mulher de Jordan. É extremamente linda e sensual. Não é uma atriz das mais relevantes, mas parece estar à vontade no papel que lhe foi confiado.

O ator coadjuvante Jonah Hill, que faz o papel do amigo principal de Jordan, chamado Donnie, rouba a cena em vários momentos, em cenas hilárias. Concorre ao Oscar de Coadjuvante, em uma indicação merecida, mas não deve levar. 

Quanto a Scorsese, vale dizer que se trata de um diretor consagrado, com grandes filmes no currículo. Esse é mais um deles, e a sua marca está presente - o diretor adora personagens abjetos, despidos de moral ou mesmo diferentes. Enfim, personagens que fogem do padrão comum. É o que mais se vê nesse formidável "Lobo de Wall Street", uma comédia com muito humor negro. Lembrou "Depois de Horas" ("After Hours", 1985), o filme do mestre nova-iorquino com o maior número de bizarrices e esquisitices, ambientado em uma Nova Iorque esquizofrênica e maluca.

Vale ressaltar que o longa é para maiores de idade (desaconselhável para adolescentes), tendo em vista as cenas de sexo e drogas em excesso e os pesados diálogos, que usam e abusam da expressão "f.." (509 vezes). Como dissemos anteriormente, o final do filme, com a superação do personagem após a prisão, pode mostrar que tudo o que ele fez anteriormente em tese compensa. O que não é verdade. 

A película realmente pode desagradar alguns, embora eu repita, sempre: no cinema, devemos sempre nos despir de preconceitos e procurar embarcar nas aventuras propostas. E é isso que faz a diferença em um filme como esse, de três horas de duração.

Uma aula de cinema. Três horas de puro entretenimento.

Cotação: * * *  1/2

TOP 100 - MELHORES COMÉDIAS DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias. 

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS:  Vários.

5 indicações para o Oscar 2014 (Melhor Filme, Melhor Ator para Leonardo DiCaprio; Melhor Diretor para Martin Scorsese; Melhor Ator Coadjuvante para Jonah Hill; Melhor Roteiro Adaptado).

Top Ten Films of the Year, do American Film Institute. 

Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical (Leonardo DiCaprio).


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 2" (2013)

Até que a Sorte nos Separe 2Esperar que filmes brasileiros da "Globo Filmes" sejam um primor de roteiro e belas produções é realmente esperar muito. Mas não sejamos tão cruéis. Embora não seja um bom filme, "Até que a Sorte nos Separe 2" é daqueles filmes despretensiosos e que fazem rir, em situações muitas vezes grotescas e ridículas. 

O filme conta a manjadíssima história de um casal que tira a sorte grande e recebe uma herança milionária de um tio. Entretanto, o testamento indicava a necessidade de que as cinzas do finado fossem jogadas no Grand Canyon, nas proximidades de Las Vegas. Assim, com esse pretexto, o casal vai para a "Sin City" e o marido, um perdulário jogador, vivido pelo comediante Leandro Hassum, perde tudo. Além de perder tudo, Tino (Hassum) passa a ser perseguido por um mafioso mexicano, que lhe havia emprestado algum dinheiro para continuar jogando. Assim, está estabelecido o pano de fundo para as mirabolantes situações vividas pelos personagens.

Algumas cenas são bem engraçadas. O comediante Leandro Hassum mostra que tem realmente talento para as situações cômicas. Não para de fazer piadas no decorrer da trama. Camila Morgado também está bem, no papel da esposa de Tino. O filme conta ainda com participações especiais de Jerry Lewis, como um "bellboy" (título, inclusive, de primeiro filme do ator americano como diretor) e Anderson Silva, o famoso lutador de MMA.

O que fica do filme? Nada em especial. É uma diversão instantânea. Mas fica a pergunta: o que o espectador quer nas suas férias, no seu final de ano? Diversão descerebrada. Deixemos os filmes "inteligentes", "cults" ou mesmo "clássicos" para o decorrer do ano, ou quando o ano novo efetivamente começar. 

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.