segunda-feira, 17 de junho de 2013

"A ÚLTIMA CASA DA RUA" ("THE HOUSE AT THE END OF THE STREET", 2009)

Não há como negar que filmes de terror de qualidade estão cada vez mais escassos. Em geral, os filmes atuais abusam dos clichês e trazem poucas novidades ao gênero. É o caso de "A Última Casa da Rua", um filme ruim, que não chega a ser terror nem se firma como suspense.

A história é pra lá de conhecida no cinema (clichê). Nela, duas mulheres, mãe e filha, mudam-se para uma vizinhança em que há uma casa "amaldiçoada", na qual ocorreu um evento terrível - o assassinato de pai e mãe pela filha doente. Ocorre que hoje em dia mora na mesma casa o irmão da tal menina assassina, e que estava supostamente desaparecida, que a mantém acorrentada. O rapaz acaba se envolvendo com a protagonista, Elissa (vivida por Jennifer Lawrence), que faz a filha de Elizabeth Shue, uma atriz um tanto sumida das telonas (fez, com êxito, "Despedida em Las Vegas" e "Uma noite de Aventuras", um grande clássico juvenil dos anos 80). E do envolvimento entre os dois é que surgem os problemas.

Apesar de Jennifer Lawrence ser uma boa atriz, além de linda, o filme não engata. Nem a atuação dela agrada. Falta um mínimo de suspense para que saia do lugar comum, e as situações criadas não empolgam nem geram medo ou pavor.

A primeira metade da película, em especial, é enfadonha, só gerando atenção no espectador após mais de uma hora de projeção. Só que, vale dizer, o resultado fica bem aquém do esperado, ou das possibilidades do enredo. 

Talvez fique como uma diversão. Mas não como uma boa diversão.

Cotação:* 

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

“ARGO” (“ARGO”, 2012)

File:Argo2012Poster.jpg1979. Neste ano, o Oriente Médio entra em ebulição com a deposição do Xá Reza Phalevi, aliado dos Estados Unidos, e a subida ao poder do líder espirtual “aiatolá” Khomeini. Como resultado destes acontecimentos, em Teerã, a embaixada americana passa a ser alvo de invasão dos populares apoiadores de Khomeini, o que resulta na fuga de 06 (seis) americanos, que conseguem se esconder na embaixada do Canadá. A partir daí, a CIA passa a estudar um plano de fuga para os seis ianques, resultando em um mirabolante plano, que seria a entrada no país do Golfo Pérsico com a desculpa da realização de um filme de ficção-cientítica, chamado “Argo”. É essa a premissa do filme “Argo”, ganhador do Oscar de melhor filme do ano de 2012.

“Argo” é um drama com alguns elementos de thriller. A história real é tão impressionante que parece mentira. É claro que existem alguns exageros do roteiro como, por exemplo, na espetacular fuga do epílogo que, evidentemente, não aconteceu naquelas condições descritas no filme.

Mas nada atrapalha o resultado final do filme. Ele diverte, entretém, provoca suspense e mantém a atenção do espectador intacta durante toda a projeção.

Affleck se sai muito bem na direção do filme - melhor que na sua atuação, apenas mediana. Quanto ao elenco, destaque para os atores coadjuvantes, que realizam bom trabalho.

Enfim, um triunfo do cinema de ação e de drama.

P.S: Curiosidade: Argo está na mitologia grega; designa a embarcação utilizada por Jasão e os Argonautas em suas viagens.

Cotação: * * * *


SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, mas há controvérsias, notadamente quanto aos críticos europeus e asiáticos.

PRÊMIOS:

03 Oscars (filme, roteiro adaptado e edição).

02 Globos de Ouro (filme dramático, diretor).

03 Baftas (filme, diretor e edição).

domingo, 2 de junho de 2013

"O SACRIFÍCIO" ("THE WICKER MAN", 2006)

Nicolas Cage é um ator que dificilmente as pessoas  levam a sério. Seus filmes, em sua maioria, são bastante ruins (o melhor dele, sem dúvida, é o drama "Despedida em Las Vegas", em que teve uma boa atuação). Quando não são seus filmes, são seus personagens  que parecem feitos sob medida para o ator "pagar mico". É o que acontece no fraquíssimo suspense "O Sacrifício", filme de 2006 que foi um grande fracasso de bilheteria, primeiro nos Estados Unidos, depois no resto do mundo.

Não sem razão, o filme é um fracasso. 

A película é baseada em um filme homônimo da década de 70, chamado de "The Wicker Man", cuja tradução no Brasil foi "O Homem de Palha". É um filme hoje cultuado por alguns críticos, que insistem em colocá-lo como uma grande criação do gênero terror, tese a qual não consegui aderir. Assim como o mais recente de 2006, o anterior não funciona assim tão bem e é um filme para poucos.

Mas voltando à produção com Nicolas Cage, o filme é precário em matéria de suspense e terror. Não cria clima algum, tem um personagem principal que beira o risível e um elenco de apoio que também não ajuda. 

A história é até certo ponto interessante. Nela, Nicolas Cage vive um papel de um policial que, certa feita, recebe uma carta de uma ex-namorada, moradora de uma ilha, pedindo ajuda para que ele ache a filha dela (supostamente, a filha também seria dele). Assim, Cage vai para a ilha, terra onde funciona uma sociedade matriarcal e pagã, não sendo bem recepcionado. Lá, um lugar estranhíssimo com gente mais estranha ainda, existe inclusive uma cerimônia de "colheita", onde sacrificam-se seres humanos para um "homem de palha", o mesmo que dá nome ao filme. Cage passa, então, a uma investigação desesperada, com direito a muitas alucinações, para se encontrar a menina supostamente desaparecida.

A premissa interessante, entretanto, dá lugar a um filme vazio de suspense e emoção. O que se vê o tempo todo é Cage com uma arma na mão, ameaçando a tudo e a todos, com uma autoridade que ele não tem. Chega a ser patética a forma como o filme é conduzido e a atuação de Cage.

Resta, então, esperar o final, que também não convence ninguém.

Resta, então, esquecer o filme. 

COTAÇÃO: BOMBA

SUCESSO DE BILHETERIA: Não, um fracasso total.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias. Há quem já me relatou ter gostado do filme.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, um fiasco total.

PRÊMIOS: Nenhum. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

"FAROESTE CABOCLO" (2013)

Renato Russo inspirou um bom filme, embora superficial, que acabou sendo um sucesso comercial: "Somos Tão Jovens". É um filme que agrada, embalado por uma ótima trilha sonora e por um elenco interessante O mesmo não se pode dizer da película baseada em sua música "Faroeste Caboclo". Este é um filme desagradável, embora possa encantar alguns pelo ritmo de suas cenas de ação.

"Faroeste Caboclo" conta a história de João de Santo Cristo. O personagem é vivido com intensidade por Fabrício Boliveira (um bom ator, diga-se), um menino que perdeu logo cedo seu pai, assassinado por um policial. Sem rumo na vida, João resolve ir para Brasília, lá se envolvendo com um traficante (Pablo) e uma menina filha de senador, Maria Lúcia (Isis Valverde), que, por sua vez, é a mulher favorita de outro traficante, de nome Jeremias. Segue-se uma rivalidade entre João e Jeremias bastante violenta.

Mas o filme peca pelo excesso. Excesso de uso de drogas (os personagens  passam o tempo todo fumando maconha, sem fazer nada mais que isso) e na violência explícita e direta (incluindo um estupro). Acaba, com isso, desagradando a muitos, sendo um filme desaconselhável para jovens e adolescentes. Tem assuntos atuais - abuso no uso de drogas por jovens, corrupção policial, guerra de traficantes. Mas tudo tratado de maneira exagerada, causando uma sensação desagradável no público que assiste a película.

Nos créditos finais, a música de Russo aparece em sua inteireza, o que demonstra, em certa medida, que o filme não é tão fiel assim à composição. A imaginação do roteirista fluiu demais. Excesso de imaginação. Excesso que atrapalhou um filme que é muito bem feito tecnicamente. 

Excesso. A tônica do filme. Um filme para estômagos fortes.

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não, mas há controvérsias.

PRÊMIOS: Nenhum. 



terça-feira, 28 de maio de 2013

"SOMOS TÃO JOVENS" (2013)

Ficheiro:Somos Tão Jovens.jpg A década de 80 sempre me traz à mente grandes recordações. E o filme "Somos Tão Jovens" vem justamente suprir uma merecida lacuna relativa a essa época: render homenagem a um dos maiores nomes do rock nacional de todos os tempos - Renato Russo.

E a homenagem sai de uma maneira justa, embora com um pouco de superficialidade. Superficialidade que talvez possa ser apenas uma impressão, dado o tamanho do personagem e todo o manancial de enredo que ele pode gerar. Mas fica sempre uma ponta de quero mais, uma vontade enorme do público de querer saber mais da origem das brilhantes músicas que o gênio de Brasília compôs, e também conhecer um pouco mais acerca dos outros membros da banda (principalmente Bonfá e Villa-Lobos).

O filme conta a história de Renato Russo a partir da sua formação musical na capital federal. Do início, sob a influência punk, cantando em garagens e festinhas, até a fase do rock nacional, e a famosa apresentação no "Circo Voador" do Rio de Janeiro, o filme perpassa por momentos interessantes da vida do músico, principalmente no que tange a amizade de Russo com Aninha. É justamente essa amizade que gera os momentos mais emocionantes e tocantes da película.

A caracterização do ator Thiago Mendonça é praticamente perfeita. Parecidíssimo com o cantor e compositor, ele ainda canta algumas canções de uma maneira bastante convincente. O elenco de apoio, afinado e simpático, ajuda a compor bem o filme.

Mas o melhor mesmo é a trilha sonora. O Legião Urbana é, sem sombra de dúvidas, a melhor banda de rock nacional de todos os tempos. E algumas das melhores baladas da época são de autoria de Renato Russo, a exemplo de "Será", "Eduardo e Mônica", "Geração Coca-Cola", "Faroeste Caboclo", dentre outras.

Um bom filme nacional. Palmas para um gênio. Palmas para Renato Russo. 

Cotação: * * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"HOMEM DE FERRO 3" ("IRON MAN 3", 2013)


Ficheiro:Iron Man 3 poster.jpg

Robert Downey Jr. é realmente um ator carismático. Ele definitivamente consegue ganhar o espectador com suas interessantes e vibrantes atuações. E faz mais uma vez isso em "Homem de Ferro 3", um filme feito para ser um grande sucesso de bilheteria. O que, diga-se, acabou se confirmando, dados os números relevantes de vendas de ingressos alcançados em todo o mundo.

E é um grande sucesso de bilheteria porque tem, além de Downey Jr. , um elenco de apoio espetacular e um roteiro "redondo".

A história gira em torno dos embates entre o herói e uma série de vilões, sob o comando de "Mandarin", vivido com maestria por Ben Kingsley (que está irreconhecível, diga-se). Seguem-se cenas de ação espetaculares e muitos diálogos inteligentes, tudo sob a batuta de um inspirado Downey Jr., que faz brilhantemente o papel principal.

Aliás, o filme é surpreendentemente bom, em se tratando de uma terceira parte. É difícil uma terceira parte de uma série cinematográfica chegar a este ponto de qualidade, com um roteiro leve, ágil, de fácil entendimento e tranquilo de se acompanhar.

Mesmo Gwyneth Paltrow, atriz que não agrada inteiramente o meu gosto, está bem no seu papel de mulher de Tony Stark, o Homem de Ferro. 

As cenas de ação, diga-se, são espetaculares. Talvez uma das melhores da história do cinema tenha sido registrada neste filme: a destruição da casa de Tony Stark. Simplesmente deslumbrante os efeitos visuais utilizados. 

Informações dão conta de que esta será a última participação de Downey Jr. como Tony Stark. Uma pena, porque o público anseia sempre para ver o egocêntrico herói destilar seus diálogos cínicos e suas ambições desmedidas. 

Mas, se este foi a última parte, o final foi muito digno. Um bom entretenimento que certamente não decepcionará os amantes dos filmes da Marvel e das películas de ação.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim. Um dos maiores de todos os tempos.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim, em termos.

PRÊMIOS: Nenhum.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"12 HORAS" ("GONE", 2012)

File:Gone Poster.jpgAmanda Seyfried é realmente uma atriz interessante. Além de bonita, sabe segurar um filme com suas atuações. E mais uma vez faz isso em "12 Horas". Ela é a única boa razão para se assistir a película.

A história é manjada nas telonas. Trata-se de uma vingança de uma vítima de "serial killer", chamada Jill (Amanda Seyfried), que consegue se desgarrar deste, mas que se vê novamente envolvida na teia do psicopata quando testemunha o sequestro de sua própria irmã, dois anos após seu drama. Aí começa a caçada ao seu antigo algoz, sendo que a polícia nunca acredita em sua versão e também passa a persegui-la, considerando-a louca.

Curiosidade: o filme foi dirigido pelo brasileiro Heitor Dhalia que, em nossas terras, dirigiu "O Cheiro do Ralo", "À Deriva", dentre outros.

Um roteiro limitadíssimo, já várias vezes visto no cinema, não ajuda o filme deslanchar. Aliás, a película só se sustenta mesmo pela atuação da competente Seyfried, que é a garota que enfrenta a tudo e a todos em busca da verdade e da libertação da irmã. Uma mulher forte e corajosa que, com seu ímpeto, busca realmente seus objetivos e faz o espectador jogar junto.

Assim, o filme só é recomendável mesmo para quem é fã de Seyfried. 

Cotação: * *

SUCESSO DE BILHETERIA: Não. Um fracasso total de bilheteria.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não. Um fracasso retumbante de crítica.

PRÊMIOS: Nenhum.