segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"ROBOCOP, O POLICIAL DO FUTURO" ("ROBOCOP", 1987)

File:Robocop film.jpg
Poster do filme. Em www.en.wikipedia.org
Prestes a completar 25 anos, e depois de muitos comentários e desejos, finalmente o cultuado "Robocop" ganhará um remake, com estréia em 2013, pelas mãos do brasileiro José Padilha, que se notabilizou pela dose dupla de "Tropa de Elite".

Terá que se superar se quiser manter o nível do original.

"Robocop- O Policial do Futuro" é um dos grandes filmes de ação dos anos oitentas. Como dizia o cartaz do filme, o personagem é "meio homem, meio máquina, um tira total". Ação que mistura ficção científica na dose exata.

O enredo é interessante. A ambientação ocorre em uma caótica Detroit, dominada pelo crime. Após ser assassinado por uma saraivada de tiros dados por bandidos, o policial Murphy (Peter Weller) tem sua memória apagada e é transformado em um ciborgue, um tira cumpridor da lei, extremamente preciso em suas ações. Ocorre que a sua antiga parceira, Lewis, vivida por Nancy Allen, passa a fazer o policial lembrar do seu passado, de sua família e de como foi morto. Segue-se uma ação ininterrupta,  e descoberta de uma máfia dentro da própria polícia de Detroit. E mais, a descoberta do próprio ser do robô.

O filme é um primor de ação. Com cenas bem desenvolvidas e ação ininterrupta, prende a atenção do espectador. Os efeitos visuais são bons. 

Vários temas são abordados no filme, dando uma conotação especial ao roteiro: corrupção, capitalismo, natureza humana, ressureição e, principalmente, a privatização da segurança pública, através da OCP.

O filme foi dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, e é um dos grandes sucessos comerciais da carreira deste diretor. Verhoeven dirigiu ainda depois "O Vingador do Futuro" (1990), com Schwarzenegger e "Instinto Selvagem" (1992), com Sharon Stone. 

A película foi um grande sucesso comercial, gerando duas continuações inferiores. Ganhou ainda uma fracassada série de TV. Detalhe: a Orion, produtora do filme, faliu após esta primeira parte, o que pode ter causado um declínio na qualidade da série.

Um delírio para os fãs, sem dúvida. Para ver e rever.

Cotação: * * * * 

TOP 100 - MELHORES FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA DE TODOS OS TEMPOS

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS01 Oscar - "Melhor Edição de Som" 1987.

domingo, 6 de janeiro de 2013

"À PROCURA DA FELICIDADE" ("THE PURSUIT OF HAPPINESS", 2006)

File:Poster-pursuithappyness.jpgUma grande lição de vida. O ator perfeito para o papel. Uma criança que desempenha bem um papel complicado. Eis alguns dos ingredientes de "À Procura da Felicidade" , um dos grandes sucessos de 2006.

Merecidamente, Will Smith ganhou uma indicação ao Oscar de 2006 ao interpretar Chris Gardner. Aliás, é difícil Smith não agradar ao público em geral- é um ator habilidoso e carismático.

O filme é baseado em uma história real. Conta todas agruras vividas por Chris Gardner, um homem que, a princípio, estava falido, cheio de dívidas e com um criança para cuidar sozinho mas que, com fé e determinação, conseguiu superar todos os obstáculos, transformando míseros 21 dólares em uma fortuna de mais de 600 milhões.

O filho de Smith na vida real, Jaden Smith, tem uma atuação tocante como filho também na película - fez o papel de Christopher. O menino desempenha um papel emocionalmente complicado, já que, além dos problemas de seu pai, teve que conviver com o distanciamento da mãe. Empresta um carisma ao personagem difícil de se notar em atuações de crianças. Tudo sempre ao lado de Chris Gardner na, às vezes terrível, às vezes gratificante,  jornada rumo à felicidade.

O filme tem algumas cenas engraçadas, outras tocantes, mantendo a atenção do espectador. Peca um pouco pelo excesso de tempo para contar a história.

A película foi dirigida por um italiano, Gabriele Muccino (diretor de "O Último Beijo", de 2001).

É um filme ideal para motivar as pessoas, tem uma belíssima mensagem positiva e agradará certamente em cheio as platéias interessadas em um bom entretenimento.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOSNenhum dos mais relevantes. Will Smith foi indicado ao Oscar de "Melhor Ator" 2006 e também ao Globo de Ouro de "Melhor Ator" 2006.

sábado, 5 de janeiro de 2013

"PREMONIÇÃO 5" ("FINAL DESTINATION 5", 2011)

Ficheiro:Final destination 5 poster promocional.jpg
As séries de terror, quando chegam na quarta, quinta ou sexta parte, perdem o encanto, talvez pela falta de idéias originais. Não é o que acontece com a série "Premonição " ("Final Destination"), que chega com grande fôlego na quinta parte que, talvez, é a melhor de todas. Um baita filme.

A premissa é a mesma dos anteriores. Neste, um jovem, dentro de um ônibus, tem uma visão de que uma ponte que estava a sua frente começaria a ruir, matando, em sequência, todos os seus amigos. Mais que depressa, acorda da premonição e evita que a morte aconteça com cada um deles. Segue-se a descoberta de que ninguém engana a morte que, inevitavelmente, virá agora atrás de cada um deles, na mesma sequência de mortes que, necessariamente, teriam ocorrido na ponte.

A sequência da ponte é, indiscutivelmente, a melhor de todos os filmes da série. Asfixiante, bem filmada, com mortes violentíssimas (esse é, definitivamente, um filme para estomâgos fortes!). Aliás, não faltam cenas fortes, a exemplo da morte em uma mesa de operação, com laser envolvido. 

Interessante que os filmes da série são tão bem feitos que a premissa básica - primeiro, evita-se a morte, depois tenta escapar dela - a mesma desde a primeira parte, não cansa. Talvez a quarta parte tenha perdido um pouco o ritmo, indo do terror à comédia, mas a quinta veio resgatar a sequência positiva que se desencadeou com a primeira película. 

Nesta quinta parte, há de se ressaltar que existe ainda uma nova idéia: a de que a pele dos envolvidos poderia ser salva se houvesse substituição - ou seja, se matassem uma outra pessoa qualquer, na hora em que a morte viesse atrás (respeitando-se a sequência da premonição). O que faz, inevitavelmente, que amigos pensem seriamente em matar amigos somente para poder livrar sua pele da morte.

A morte, presente em todos os filmes de terror, neste assume um papel de protagonista. E faz da melhor maneira possível, com muita criatividade.

O final traz uma grande surpresa, que dá a entender que a morte é, na verdade, cíclica. Ponto para os produtores, já que a morte é, mesmo, inevitável. Parece um final de ciclo para a série também, mas devemos aguardar o desenrolar das idéias dos produtores. 

Diversão garantida. 

Quem curte uma boa sessão de cinema com muita adrenalina e cenas bem filmadas (muitas chocantes), certamente irá apreciar o resultado final.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"CAPITÃO AMÉRICA - O PRIMEIRO VINGADOR" ("CAPTAIN AMERICA - THE FIRST AVENGER", 2011)

Capitão América: O Primeiro Vingador : posterCapitão América. A princípio, apenas mais um filme de super-herói da Marvel. Mas não é bem assim. Trata-se de uma das melhores adaptações dos quadrinhos feita pelo cinema. 

A história é superinteressante. O roteiro prima pela facilidade de entendimento, sendo acessível até para quem não é fã ou  não conhece o personagem, surgido em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial.

Capitão América é o alter ego de Steve Rogers, um moleque franzino, desrespeitado por sua fraqueza característica, que aceita ser cobaia em um teste para a criação de um supersoldado pelos americanos. Após os testes, adquire os músculos necessários para enfrentar o Caveira, um dissidente nazista que comanda uma legião chamada Hydra, que objetiva dominar o mundo. Segue-se cenas de ação frenéticas, características deste tipo de filme.

O ponto negativo da película é, talvez, a falta de carisma do ator principal, Chris Evans. Ele é até esforçado, mas é um tanto apagado. Os outros atores até que defendem bem seus papéis, à exceção de Hayley Atwell, uma atriz britânica não tão bonita e só esforçada também, que faz Peggy, uma mulher interessada no Capitão América.

Mas a ação frenética, ininterrupta, e o roteiro, com poucas falhas, ajudam bastante o filme.

Outro ponto positivo foi que o filme fugiu de um tom ufanista, já que até mesmo a vestimenta do herói evoca os Estados Unidos da América. Mas não há esse tom na película, o que é salutar.

Também a crítica temia que o filme fosse ficar um pouco datado, já que o herói está atrelado à Segunda Grande Guerra, e tinha mais razão de ser em tempos da guerra fria do que propriamente nos dias atuais. Ledo engano. O filme é bem bacana, atual e interessante. Acredito que as pessoas não se cansam de ver um herói cujo objetivo maior é derrotar forças de Hitler, um vilão eterno da humanidade.

Enfim, uma diversão de primeira para os amantes dos quadrinhos.

Cotação: * * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Sim.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Sim.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS: Nenhum.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"ENCONTROS E DESENCONTROS" ("LOST IN TRANSLATION", 2003)

File:Lost in Translation poster.jpgSofia Coppola, filha do consagrado diretor Francis Ford Coppola (da saga "O Poderoso Chefão), não teve sucesso em sua curta carreira de atriz - fez apenas um papel sofrível em "O poderoso Chefão III".Enveredou-se pela  mesma carreira do pai, mas vem tendo altos e baixos. "Encontros e Desencontros" é um dos filmes fracos dela.

A história gira em torno de uma amizade entre o personagem de Bill Murray, que faz um decadente ator que vai ao Japão fazer propaganda de uísque e o de Scarlett Johansson, que foi acompanhar o namorado fotógrafo.  Só isso. O resto é uma sucessão de cenas mostrando os hábitos dos japoneses e as belezas das terras nipônicas.

É um exagero a quantidade de indicações que este filme teve ao Oscar  Foi indicada a melhor filme, melhor ator,  melhor diretor e melhor roteiro original. Ganhou apenas o último. 

Não vejo este filme bom o suficiente a ponto de ganhar todas essas indicações e ainda levar o de melhor roteiro original. Roteiro original é aquele que não foi publicado anteriormente. Dizem que o roteiro é baseado em história acontecida com a própria diretora, que foi supostamente abandonada enquanto estava acompanhando seu marido em uma viagem - personagem de Scarlett Johansson no filme.

O roteiro, aliás, não me agradou de forma alguma. Como já disse anteriormente, a história em si é fraca. Apenas algumas situações são engraçadas. Não há um "fio da meada"; como asseverado anteriormente, só há uma sucessão de acontecimentos.

Os atores também não rendem o esperado. Bill Murray parece que está decadente mesmo é na vida real, não sendo engraçado na maior parte do filme. Scarlett, uma mulher linda, ainda tinha ares juvenis, e não tem uma atuação muito convincente.

Mas parece que os críticos e entendidos de cinema não concordaram muito com esta opinião, tendo em vista que o filme foi laureado com 01 (um) Oscar, 03 (três) Globos de Ouro e 03 (três) BAFTAs, sendo que Bill Murray ganhou o "Globo de Ouro" e o "Bafta" como melhor ator e Scarlett Johansson ganhou o BAFTA de melhor atriz, todos em 2003. Ainda foi indicado, naquele ano, para o Oscar de "Melhor Diretor(a)" e "Melhor Filme".

Mesmo com toda a premiação, não gostei do filme. Cinema é encantamento também, e este filme definitivamente não me encantou, nem convenceu.

Cotação: * * 1/2

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não, mas há controvérsias.

SUCESSO DE CRÍTICA: Sim.

PRÊMIOS

01 Oscar - "Melhor Roteiro Original" 2003; 

03 Globos de Ouro - "Melhor Filme Comédia ou Musical", "Melhor Roteiro" e "Melhor Ator de Musical ou Comédia" 2003; 

03 Prêmios BAFTA - "Melhor Edição", "Melhor Ator" e "Melhor Atriz".

domingo, 9 de dezembro de 2012

"SE BEBER NÃO CASE - PARTE II" ("THE HANGOVER PART II", 2011)

O grande problema das continuações é que as idéias, antes tidas como originais, tornam-se repetitivas na sequência. É o que  parece  acontecer com este "Se Beber, não Case - Parte II".  

Não que o primeiro filme, rodado em Las Vegas, tenha sido um primor. Mas era mais divertido e tinha mais surpresas.

A história é a mesma. Envolve porre, esquecimento e flashback, para se saber o que aconteceu na noite anterior. Neste filme, o noivo aparece com tatuagem na cara, o outro aparece careca e o irmão da noiva desaparece.

Tem passagens até engraçadas, a exemplo do caso do noivo (Stu) com um transsexual tailandês, mas a maior parte do filme é sem graça. E também estas partes tidas como engraçadas podem  ser interpretadas como baixarias, o que não deixa de ser verdade.

Agrega-se à isso a transformação, ou constatação, de Bangok como a capital sexual do Oriente e temos aqui um filme de extremo mau gosto. Para completar, aparece em uma cena um nu frontal masculino simplesmente terrível e um macaquinho que é mula de traficantes. Totalmente imbecil o roteiro! 

E, se não bastasse a ruindade do filme, ainda aparece, ao final, Mike Tyson, cantando muito mal uma música  horrorosa.

Noutras palavras, é pura perda de tempo.

Cotação: BOMBA

SUCESSO DE BILHETERIA: Não.

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.

sábado, 8 de dezembro de 2012

"DOCE VINGANÇA" ( "I SPIT ON YOUR GRAVE", 2010)

“Doce Vingança”, lançamento de 2011, é um “remake” de um filme dos anos 70 que se tornou um cult movie para os fãs do terror: “I Spit on Your Grave”, que, no Brasil, chamou-se “A Vingança de Jennifer”.

Os dois filmes são bastante parecidos. A história gira em torno de Jennifer, uma bela moça que vai para uma casa de campo, sozinha, com o intuito de escrever um livro. O que não ela não esperava era a presença de cinco estupradores, ávidos por moças incautas. O que se segue é uma jornada de terror, primeiro dos homens em relação à moça, depois da moça em vingança aos atos bárbaros dos homens.

O filme é cruel, sanguinolento, não se traduzindo num primor de suspense, nem ao menos gerando situações intensas de temor e pavor. É realmente apenas para fãs do gênero, que se contentam com filmes mais sanguinolentos e menos elaborados. Algumas cenas da vingança são de “doer o estômago”.

Cotação: * 1/2


SUCESSO DE BILHETERIA: Não

SUCESSO PERANTE O PÚBLICO: Não.

SUCESSO DE CRÍTICA: Não.

PRÊMIOS: Nenhum.